quinta-feira, 25 de maio de 2017

25/05 - Santa Maria Madalena de Pazzi

SANTA MARIA MADALENA DE PAZZI (1566-1607)


Santa Maria Madalena de Pazzi nasceu em 1566, em Florença, na Itália. Recebeu o nome de Catarina no batismo e cresceu bela e muito inteligente em sua cidade natal, Florença. Tinha origem nobre, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte da família De Médici, que governava o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado material e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, do luxo e das vaidades que a nobreza proporcionava. Assim, ao contrário do desejo dos pais, fez a primeira comunhão aos dez anos, coisa nada normal para a época.

Aos dezoito entregou-se à vida religiosa das carmelitas, onde assumiu o nome de Maria Madalena. A partir daí, passou a viver experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases provocados por penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas.

Para que suas revelações divinas não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que explodiam de sua boca durante os êxtases. Um volumoso livro foi escrito com essas premonições e mensagens, e ela de próprio punho escreveu muitas cartas dirigidas a papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações.

A vida mística acabou lhe acarretando doenças e desolações interiores que consumiram sua saúde. Seu zelo pelas almas não tinha limites. Gritava pelos corredores do Mosteiro de Florença: “Almas, Senhor, dá-me almas”! Seu grande anelo está plasmado nesta frase: “Jesus meu: dá-me uma voz potente que a ouça o mundo inteiro. Nosso amor próprio é o que nos ofusca o vosso conhecimento... amor próprio que é contrário ao Vosso, Senhor... Amor, faz com que as criaturas não amem outra coisa senão a Ti”!

Morreu em 25 de maio de 1607 com apenas quarenta e um anos. Foi canonizada, pelo Papa Clemente IX, no mesmo ano, coisa nada natural até na sua época.

PENSAMENTOS DE SANTA MARIA MADALENA DE PAZZI

"Verdadeiramente és admirável, ó Verbo de Deus, no Espírito Santo, fazendo com que ele se infunda de tal modo na alma, que ela se una a Deus, conheça a Deus, e em nada se alegre fora de Deus".

"Ó almas criadas de amor e por amor, porque não amais o Amor?".

"Ó Amor não amado, nem conhecido. Ó Amor, faz com que todas as criaturas te amem, Amor"

"Vem, Espírito Santo. Venha a unidade do Pai e do bem-querer do Verbo. Tu, Espírito da Verdade, és o prêmio dos santos, o refrigério dos corações, a luz das trevas, a riqueza dos pobres, o tesouro dos que amam, a saciedade dos famintos, o alívio dos peregrinos; tu és, enfim, Aquele que contém em si todos os tesouros. Vem, tu que, descendo em Maria, realizaste a encarnação do Verbo, e realiza em nós, pela graça, o que nela realizaste pela graça e pela natureza".

"Vem, tu que és o alimento de todo pensamento casto, a fonte de toda clemência, a plenitude de toda pureza. Vem e transforma tudo o que em nós é obstáculo para sermos plenamente transformados em Ti".

"E parecia-me que a plataforma deste templo foi a elevada mente e o alto entendimento da Virgem Maria. Havia também um altar, e percebi que era a vontade da Virgem. E a toalha do mesmo altar era a sua puríssima virgindade. E o cibório onde Jesus se encontra é o coração da Virgem. E diante do altar vi sete lâmpadas que entendi serem os sete dons do Espírito Santo que igual e perfeitamente se encontravam na Virgem Maria. E sobre o altar encontravam-se doze formosíssimos candelabros que eu percebi serem os doze frutos do Espírito Santo que a Virgem possuía".

"A alma que recebe o Sangue divino torna-se bela como se a vestissem preciosamente, e tão brilhante e fulgurante que, se pudéssemos vê-la, seríamos tentados a adorá-la".

"Quando ofereces o precioso Sangue ao Pai celeste, lhe ofereces um dom tão agradável, que ele se reconhece teu devedor".

"O tempo mais apropriado para crescer no amor de Deus é aquele que se segue após a comunhão".

"A alma que recebe a Eucaristia se torna bela, como que revestida de uma veste preciosa, e tão resplandecente, que, se pudéssemos vê-la, ficaríamos tentados a adorá-la"

"Todas as nossas orações não devem ter outra finalidade a não ser alcançar de Deus a graça de seguir em tudo sua santa vontade"

"Com a obediência estou segura de fazer a vontade de Deus, ao passo que não estou segura dedicando-me a qualquer outra ocupação"

"A perfeita obediência exige uma alma sem juízo próprio"

"Felizes os religiosos que, desapegados de tudo por meio da pobreza, podem dizer: 'Senhor, sois a parte da minha herança' (Sl 15,5)"

"Certas pessoas querem o meu Espírito, mas querem-no como lhes agrada, tornam-se assim incapazes de rcebê-lo"

"Meu Senhor pensou em criar esta flor, desde toda eternidade por meu amor"

"Sim, Jesus, vós estais louco de amor!"

"Deus remunera as nossas boas obras segundo a pureza de intenção"

"Quando pedimos as graças a Deus, ele não só nos atende, mas de certo modo nos agradece"

"A honra de uma pessoa desejosa de vida espiritual está em ser colocada depois de todas as outras e em ter horror a ser preferida aos outros".

"Os olhos da intenção reta inclinam a si os olhos do agrado divino"

"Para a perfeição importa irmos não andando, mas correndo; não correndo, senão voando"

"Só de ouvir nomear o pecado deveríamos morrer de espanto"

"Ai, ai, ai daquele por quem na Religião se introduzir vaidade ou propriedade"

"A estrada para o Paraíso mais limpa, mais breve e mais segura é a Religião"

"Ah! Bom Jesus! Quanta doçura está encerrada nesta só palavra: Vontade de Deus!"

"Dar bom exemplo ao próximo é uma das maiores honras que podemos dar a Deus".

"Sobre o nada da humildade funda Deus o mundo da perfeição"

"Que vergonha! Nós entre rosas, Cristo entre espinhos!"

"A alma vestida de caridade é quase onipotente".

"O Espírito Santo vem à alma, marcando-a com o precioso selo do sangue do Verbo, ou seja, do Cordeiro imolado. Mais ainda, é esse mesmo sangue que O incita a vir, embora o próprio Espírito já por Si tenha esse desejo".

Fonte: http://coracaomistico.blogspot.com.br/2008/01/s-maria-madalena-de-pazzi-1566-1607.html

Texto enviado pela Comissão de Intercessão da OCDS

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