sábado, 11 de outubro de 2008

10 Anos da Canonização de Santa Teresa Benedita da Cruz


11 de Outubro de 2008
10 Anos da Canonização de Santa Teresa Benedita da Cruz


HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II
NA CERIMÓNIA DE CANONIZAÇÃO
DE EDITH STEIN

11 de Outubro de 1998
1 "Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo
(cf. Gl 6, 14).
As palavras de São Paulo aos Gálatas, que acabámos de escutar, adaptam-se bem à experiência humana e espiritual de Teresa Benedita da Cruz, que hoje é solenemente inscrita no álbum dos santos. Também ela pode repetir com o Apóstolo: Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. "

"A cruz de Cristo!


No seu constante florescimento, a árvore da Cruz dá sempre renovados frutos de salvação. Por isso, os fiéis olham com confiança para a Cruz, haurindo do seu mistério de amor a coragem e o vigor para caminhar com fidelidade nas pegadas de Cristo crucificado e ressuscitado. Assim, a mensagem da Cruz entrou no coração de muitos homens e mulheres, transformando a sua existência.
Um exemplo eloquente desta extraordinária renovação interior é a vicissitude espiritual de Edith Stein. Uma jovem em busca da verdade, graças ao trabalho silencioso da graça divina, tornou-se santa e mártir: é Teresa Benedita da Cruz, que hoje repete do céu a todos nós as palavras que caracterizaram a sua existência: «Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de Jesus Cristo».



2. No dia 1 de Maio de 1987, durante a minha visita pastoral na Alemanha, tive a alegria de proclamar Beata, na cidade de Colónia, esta generosa testemunha da fé. Hoje, a onze anos de distância aqui em Roma, na Praça de São Pedro, é-me dado apresentar solenemente esta eminente filha de Israel e filha fiel da Igreja como Santa perante o mundo inteiro.
Assim como nessa data, também hoje nos inclinamos diante da memória de Edith Stein, proclamando o testemunho invicto que ela deu durante a vida e sobretudo com a morte. Ao lado de Teresa de Ávila e de Teresa de Lisieux, esta outra Teresa vai colocar-se no meio da plêiade de santos e santas que honram a Ordem carmelitana.
Caríssimos Irmãos e Irmãs, que vos congregastes para esta solene celebração, dêmos glória a Deus pela obra que realizou em Edith Stein.
3. Saúdo os numerosos peregrinos vindos a Roma, com um particular pensamento para os membros da família Stein, que quiseram estar connosco nesta feliz circunstância. Uma cordial saudação dirige-se também à representação da Comunidade carmelitana, que se tornou a «segunda família» para Teresa Benedita de Cruz.
Depois, dou as minhas boas-vindas à delegação oficial da República Federal da Alemanha, chefiada pelo Chanceler Federal resignatário, Helmut Kohl, a quem saúdo com deferente cordialidade. Além disso, cumprimento os representantes das regiões de Nordrhein-Westfalen e Rheinland-Pfalz, bem como o Primeiro Presidente da Câmara Municipal de Colónia. Inclusivamente da minha Pátria veio uma delegação oficial, guiada pelo Primeiro-Ministro Jerzy Buzek.
Dirijo-lhe uma cordial saudação. Depois, quero reservar uma especial menção aos peregrinos das dioceses de Vratislávia, Colónia, Monastério, Espira, Cracóvia e Bielsko-Žywiec, presentes com os seus Bispos e sacerdotes. Eles unem-se ao numeroso grupo de fiéis vindos da Alemanha, dos Estados Unidos da América e da minha Pátria, a Polónia.
4. Dilectos Irmãos e Irmãs! Porque era judia, Edith Stein foi deportada juntamente com a irmã Rosa e muitos outros judeus dos Países Baixos para o campo de concentração de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas câmaras de gás. Hoje recordamo-nos de todos com profundo respeito. Poucos dias antes da sua deportação, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a vida, a religiosa respondera: «Não o façais! Por que deveria eu ser excluída? A justiça não consiste acaso no facto de eu não obter vantagem do meu baptismo? Se não posso compartilhar a sorte dos meus irmãos e irmãs, num certo sentido a minha vida é destruída».
Doravante, ao celebrarmos a memória da nova Santa, não poderemos deixar de recordar todos os anos também o Shoah, aquele atroz plano de eliminação de um povo, que custou a vida a milhões de irmãos e irmãs judeus. O Senhor faça brilhar o seu rosto sobre eles, concedendo-lhes a paz (cf. Nm 6, 25s.).
Por amor de Deus e do homem, lanço de novo um premente brado: nunca mais se repita uma semelhante iniciativa criminosa para nenhum grupo étnico, povo e raça, em qualquer recanto da terra! É um brado que dirijo a todos os homens e mulheres de boa vontade; a todos aqueles que crêem no Deus eterno e justo; a todos aqueles que se sentem unidos em Cristo, Verbo de Deus encarnado. Aqui, todos nós devemos ser solidários: é a dignidade humana que está em jogo. Só existe uma única família humana. É isto que a nova Santa afirmou com grande insistência: «O nosso amor pelo próximo - escrevia - é a medida do nosso amor a Deus. Para os cristãos - e não só para eles - ninguém é "estrangeiro". O amor de Cristo não conhece fronteiras».
5. Estimados Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que ardeu a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi completamente arrebatada por ele. No início, o seu ideal foi a liberdade. Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experiência da busca. A sua mente não se cansou de investigar e o seu coração de esperar. Percorreu o árduo caminho da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade; antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para ela. Olhando como Carmelita para este período da sua vida, escreveu a uma Beneditina: «Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus».
Embora sua mãe a tenha educado na religião hebraica, aos 14 anos de idade Edith Stein, «consciente e propositadamente desacostumou-se da oração». Só queria contar consigo mesma, preocupada em afirmar a própria liberdade nas opções de vida. No fim do longo caminho, foi-lhe dado chegar a uma surpreendente conclusão: só quem se une ao amor de Cristo se torna verdadeiramente livre.
A experiência desta mulher, que enfrentou os desafios de um século atormentado como o nosso, é para nós exemplar: o mundo moderno ostenta a porta atraente do permissivismo, ignorando a porta estreita do discernimento e da renúncia. Dirijo-me especialmente a vós, jovens cristãos, em particular aos numerosos ministrantes reunidos em Roma nestes dias: evitai conceber a vossa vida como uma porta aberta a todas as opções! Escutai a voz do vosso coração! Não permaneçais na superfície, mas ide até ao fundo das coisas! E quando chegar o momento, tende a coragem de vos decidirdes! O Senhor espera que coloqueis a vossa liberdade nas suas mãos misericordiosas.
6. Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm uma relação intrínseca. A busca da verdade e a sua tradução no amor não lhe pareciam ser contrastantes entre si; pelo contrário, compreendeu que estas se interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade é com frequência interpretada como a opinião da maioria. Além disso, é difundida a convicção de que se deve usar a verdade também contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a verdade e o amor têm necessidade uma do outro. A Irmã Teresa Benedita é testemunha disto. «Mártir por amor», ela deu a vida pelos seus amigos e no amor não se fez superar por ninguém. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escrevia: «Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro». A Irmã Teresa Benedita da Cruz diz a todos nós: Não aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade!
7. Enfim, a nova Santa ensina-nos que o amor a Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente, não se detém diante da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. Consciente do que comportava a sua origem judaica, Edith Stein pronunciou palavras eloquentes a este respeito: «Debaixo da cruz, compreendi a sorte do povo de Deus... Efectivamente, hoje conheço muito melhor o que significa ser a esposa do Senhor no sinal da Cruz. Mas dado que se trata de um mistério, isto jamais poderá ser compreendido somente com a razão». Pouco a pouco, o mistério da Cruz impregnou toda a sua vida, até a impelir rumo à oferta suprema. Como esposa na Cruz, a Irmã Teresa Benedita não escreveu apenas páginas profundas sobre a «ciência da cruz», mas percorreu até ao fim o caminho da escola da Cruz. Muitos dos nossos contemporâneos quereriam fazer com que a Cruz se calasse. Mas nada é mais eloquente que a Cruz que se quer silenciar! A verdadeira mensagem da dor é uma lição de amor. O amor torna o sofrimento fecundo e este aprofunda aquele. Através da experiência da Cruz, Edith Stein pôde abrir um caminho rumo a um novo encontro com o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé e a cruz revelaram-se-lhe inseparáveis. Amadurecida na escola da Cruz, ela descobriu as raízes às quais estava ligada a árvore da própria vida. Compreendeu que lhe era muito importante «ser filha do povo eleito e pertencer a Cristo não só espiritualmente, mas inclusive mediante um vínculo sanguíneo».
8. «Deus é espírito e aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24). Caríssimos Irmãos e Irmãs, com estas palavras o divino Mestre entretém-se com a Samaritana junto do poço de Jacob. Quanto Ele deu à sua ocasional mas atenta interlocutora, encontramo-lo presente também na vida de Edith Stein, na sua «subida ao Monte Carmelo ». A profundidade do mistério divino tornou-se-lhe perceptível no silêncio da contemplação. Ao longo da sua existência, enquanto amadurecia no conhecimento de Deus adorando-O em espírito e verdade, ela experimentava cada vez mais claramente a sua específica vocação de subir à cruz juntamente com Cristo, de abraçá-la com serenidade e confiança, de amá-la seguindo as pegadas do seu dilecto Esposo: hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz é-nos indicada como modelo em que nos devemos inspirar e como protectora à qual havemos de recorrer. Dêmos graças a Deus por este dom. A nova Santa seja para nós um exemplo do nosso compromisso no serviço da liberdade e na nossa busca da verdade. O seu testemunho sirva para tornar cada vez mais sólida a ponte da recíproca compreensão entre judeus e cristãos. Santa Teresa Benedita da Cruz, ora por nós! Amém.
"

Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father//john_paul_ii/homilies/1998/documents/hf_jp-ii_hom_11101998_stein_po.html


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

XXV CONGRESSO PROVINCIAL OCDS – 2008 - PROVÍNCIA SÃO JOSÉ

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Carmelo, que significa graça e fertilidade, nasceu numa cadeia de colinas, que se elevam entre os confins da Galiléia e Samaria, na Palestina. Ali,frente ao mar entre bosques e planícies,perfumadas pelas flores aromáticas que enfeitam a paisagem, também serviram de inspiração a Salomão para expressar a beleza da esposa do Cântico dos Cânticos “ Tua cabeça sobre ti é tão linda quanto o Carmelo e teus cabelos como a púrpura “(ct7,5).

Eis o Carmelo, lugar da manifestação de Deus, que conserva sua origem Eliana (Santo Elias) e sua dedicação a Maria. São os dois sinais fortes que abrem, continuam e fecharão a história, a tradição e a espiritualidade do Carmelo.

O Carmelo hoje, apresenta à humanidade sua espiritualidade, que aprofunda suas raízes na espiritualidade bíblica,atendendo o apelo da Regra de “ Meditar dia e noite na lei do Senhor e vigiar em oração “, ser palavra encarnada, acolhida na leitura Orante, capaz de transformar toda a nossa vida,num clima de espiritualidade, chamado por S. João da Cruz de: solidão sonora.

Através do Carmelo descobre-se a presença e ação de Deus que vai ao encontro de pessoa humana e a convida a uma comunhão através da noite purificadora e transformadora, a Oração, a mais íntima relação de amor com o Senhor : Eis a porta para entrar em si e conhecer-se “Conhecer-se: para seguramente amar a Deus e aos irmãos (5 M 3,8)". Na escola da espiritualidade carmelitana, Santa Madre Teresa, fiel discípula e amante de Jesus encarnado, muito insiste em conhecer-se para humanizar-se e humanizar-se para santificar-se.

Na busca desse caminho de Santidade que nos conduz à perfeição da vida cristã, fundamentamos nossa experiência: oração, fraternidade, apostolado, baseados no Evangelho e na devoção a N. Senhora do Carmo, numa comunhão cada vez maior com o Cristo e com a Virgem Mãe de Deus e dos homens; não é apenas um modelo a imitar, mas também uma doce presença de Mãe e Irmã na qual se confia.Por isso mesmo exortava S. Teresa de Jesus “ Imitai Maria e considerai qual não deve ter sido a grandeza desta senhora e o bem que nos advém de a termos como Padroeira.” (Castelo interior III,1,3).

Assim, a grande família do Carmelo Teresiano está presente no mundo, sob muitas formas. Seu núcleo é a Ordem dos Carmelitas Descalços, formada pelos frades, as monjas de clausura e os seculares.É uma só Ordem com o mesmo carisma,que se nutre da longa tradição histórica do Carmelo, recolhida na Regra de Santo Alberto, escrita para leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida dedicada a meditação da Palavra de Deus, sob a proteção da Virgem e na doutrina dos carmelitas doutores da Igreja e de outras santas e santos da Ordem. “Os seculares trazem para a Ordem a riqueza própria de sua secularidade” const. I, 1. As Constituições da Ordem Secular foram elaboradas para consolidar o projeto de Vida de seus membros que são parte da Ordem do Carmelo Teresiano. Eles são chamados a dar testemunho de como a fé cristã seja a única resposta válida para os problemas e as esperanças que a vida põe a cada homem e a cada sociedade.Isto os realizarão como seculares, se a partir de uma contemplação comprometida, conseguirem testemunhar em vida familiar e social de cada dia a unidade de uma vida que no Evangelho encontra força e inspiração para se realizar em plenitude.

Na celebração do XXV Congresso Provincial OCDS, precisamos ver florescer nosso Carmelo, como florescem as plantas depois do inverno, revigorar, reavivar, viver de novo, mobilizar, incentivar novas vocações para dar continuidade ao que recebemos no Monte Carmelo, como filhos e filhas de Teresa de Jesus e João da Cruz, num salto de maturidade e responsabilidade em nossos compromissos da vida cristã e da nossa consagração carmelitana expressa no compromisso batismal, de onde brota o contínuo desejo da nossa vocação a santidade. Sim, queremos celebrar, louvar e agradecer a Deus pelo nosso ‘sim”.

Eudinalva Aparecidade

(Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, Doutora – Jundiaí-SP)

SANTA TERESA DE ÁVILA

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Foto do quadro de S. Teresa pintado por fr. João da Miséria

Convento das Carmelitas Descalças - Sevilha

Relação 29 - S. Teresa de Jesus


Sobre a explicação do que é união:

1. “Não penses, filha, que é união estar muito junto de Mim, porque também o estão os que Me ofendem, embora não queiram. Nem o são os regalos e prazeres da oração, por mais excelsos que possam ser e malgrado venham de Mim; são meios, muitas vezes, para ganhar as almas, mesmo as que não estejam em graça”.

Quando ouvi isso, eu estava com o espírito sobremodo elevado. O Senhor deu-me a entender que era espírito, como a alma estava então e como se devem entender as palavras do Magnificat: Exultavit spiritus meus. Não o sei dizer; parece-me que me foi dado a entender que o espírito é a parte superior da vontade.

2. Voltando à união, entendi que era esse espírito limpo e elevado acima de todas as coisas da terra, não ficando nenhuma parte sua que deseje apartar-se da vontade de Deus. É de tal maneira a união que o espírito e a vontade ficam em conformidade com a Dele e, num desapego de tudo, empregados em Deus, não havendo lembrança de amor a si mesmo nem a nenhuma coisa criada.

3. Pensei: se isso é união, de uma alma que sempre tem essa determinação podemos dizer que sempre está em oração de união, embora seja verdade que essa oração só pode durar muito pouco. Ocorreu-me então que, enquanto andar com justiça, merecendo e ganhando, a alma receberá a união, mas não se pode dizer que ela viva unida como na contemplação. Parece-me que entendi, embora não por palavras, que é tanto o pó da nossa miséria, das faltas e estorvos em que voltamos a nos enredar que não seria possível estar com a pureza que tem o espírito quando se junta com o de Deus, visto que já se mostra fora da nossa indigna miséria e elevando-se acima dela. E parece-me que, se é união estarem a nossa vontade e o nosso espírito em tal sintonia com o de Deus que só a pode ter quem estiver em estado de graça, ao contrário do que me tinham dito. Assim, parece-me que será bem difícil entender quando é união, a não ser por uma graça particular de Deus, visto não se poder saber quando estamos nela.

4. Escreva-me Vossa Mercê sua opinião e me indique o ponto em que digo disparates, voltando a me enviar este papel.

( Santa Teresa de Jesus, Obras Completas. Loyola: S. Paulo)

Rezar com NOSSA SANTA MADRE TERESA

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Apoio aos cristãos perseguidos na Índia

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Por Inma Álvarez

ROMA, terça-feira, 7 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Os cristãos «devem compartilhar de alguma maneira a vida e o destino destes irmãos perseguidos na Índia, rezando, ajudando, mas também falando»: assim afirmou o sacerdote italiano Bernardo Cervellera, diretor da agência AsiaNews, especializada em informação católica da Ásia e uma das que mais está contribuindo para dar a conhecer no Ocidente a situação dos cristãos na Índia.

Em declarações à Rádio Vaticano, Cervellera afirma que a situação na Índia hoje é «trágica», pois «continuam os assassinatos das pessoas que resistem a converter-se ao hinduísmo».



«Há cerca de 30 mil pessoas refugiadas na selva, sem comida nem medicamentos. E nos campos de refugiados do governo, continuam os ataques dos radicais hindus. Portanto, a situação é verdadeiramente muito trágica», afirma.

Também, em referência a uma informação publicada por Asianews, Cervellera assegura que há «uma ironia malvada em tudo isso, já que os radicais hindus começaram este pogrom contra os cristãos após responsabilizar-lhes do assassinato de um líder seu».

Precisamente nestes dias foi divulgada a reivindicação do assassinato por parte de um grupo maoísta. «Portanto, esta carnificina, este sacrifício, é totalmente injusto», acrescenta.

Por outro lado, Cervellera assegura que a passividade das autoridades locais e nacionais indianas «se deve à proximidade das eleições e, portanto, não querem perder os votos do mundo hindu». Também «existe sobretudo uma indiferença por parte do resto da comunidade internacional, do Ocidente em particular».

«O problema é que, com freqüência, a violência contra os cristãos, a liberdade religiosa e a vida dos cristãos são consideradas como algo muito secundário com relação ao mercado ou à política. Na realidade, como já se está eliminando Deus do Ocidente, não importa muito que estas comunidades religiosas sejam massacradas.»

Para Cervellera, contudo, «é necessário defender a liberdade religiosa, que é a prova de todos os demais direitos humanos. Se não há liberdade religiosa, antes ou depois não haverá liberdade de mercado, nem de comércio, nem fraternidade nem solidariedade no mundo, um mundo no qual hoje, com esta crise internacional, temos tanta necessidade disso».

domingo, 5 de outubro de 2008

O GRANDE BORDADO

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Conta-se que o filho de uma costureira tinha o hábito de sentar no chão enquanto sua mãe trabalhava. Ele sempre perguntava para sua mãe o que ela estava fazendo. Ela sempre respondia que estava bordando. Todo dia o garoto fazia a mesma pergunta e a mãe lhe dava a mesma resposta.

Com o passar do tempo, o garoto passou a observar melhor o trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia a mesma pergunta: "Mãe, o que a senhora está fazendo?" Esta pergunta tinha uma razão. Porque de onde o menino 0lhava, o que a mãe fazia parecia muito estranho e confuso. Eram um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

O GAROTO NÃO ENTENDIA NADA!

Um dia, o garoto fez a mesma pergunta. A mãe deu um sorriso, olhou para baixo e disse: "Filho, sai um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Eu vou deixar você ver o trabalho na posição em que eu estou".

Mas o garoto continuava a se perguntar lá de baixo: "Por que a minha mãe usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que os fios parecem tão desordenados e embaraçados? Porque estão cheios de pontas e nós? Por que eles. ainda não tem ­uma forma definida? Por que demora tanto para fazer isso?

Um dia, o garoto brincava no quintal e sua mãe o chamou: "Filho! Venha aqui e sente em meu colo". O garoto sentou no colo de sua mãe e ficou surpreso ao ver o bordado. Era algo inacreditável! Lá de baixo parecia tão confuso... Mas agora olhando de cima ele via uma paisagem maravilhosa!

Então sua mãe lhe disse: "Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo".

Esta ilustração nos ajuda a entender a obra de Deus em nossa vida. Muitas vezes olhamos para o céu e perguntamos: "Deus, o que estás fazendo?" Ele nos responde:

“Filho! Estou bordando a sua vida”. Nós insistimos: “Mas está tudo tão confuso... Deus... Tudo em desordem... Há muitos nós... muitas coisas ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido... Os fios do bordado são feios...” Deus nos responde: “Filho! Confie em Mim... Faça a sua parte... e Eu farei a minha parte. Um dia eu colocarei você em meu colo e você verá o plano da sua vida na posição em que Eu estou”.

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo porque estamos olhando de baixo para cima. Estamos vendo o avesso da vida! Mas do outro lado, Deus está bordando...

NÃO DESISTA... NÃO SE DESESPERE... TENHA FÉ SEMPRE.

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Bento XVI apresenta Santa Teresinha como apoio aos jovens


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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou Santa Teresa de Lisieux como apoio para os jovens, no dia da festa litúrgica daquela que é conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, e que faleceu aos 24 anos de idade.

Ao despedir-se dos jovens presentes, assim como dos doentes e recém-casados congregados na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião da audiência geral, o Papa recordou a freira de clausura de Lisieux (França), doutora da Igreja e padroeira das missões.

«Que seu testemunho evangélico vos apóie, queridos jovens, no compromisso de fidelidade cotidiana a Cristo», disse o bispo de Roma.

Dirigindo-se aos doentes, alguns deles em cadeiras de rodas, desejou que a jovem francesa os estimule «a seguir a Jesus pelo caminho da provação e do sofrimento».

Por último, ao saudar os recém-casados, alguns vestidos com sua roupa de casamento, confiou-lhes sua esperança de que Santa Teresinha os ajude «a fazer de vossa família o lugar de crescimento no amor a Deus e aos irmãos».

Os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Louis e Zélie Martin, serão beatificados em Lisieux, no dia 19 de outubro, durante o Domingo Mundial das Missões (DOMUND).

OBRA RECRIADA PELO DIVINO OLEIRO



Graça a pedi:
Deixar-se recriar pelo divino Oleiro.

"O objeto que ele estava fazendo se deformou,
mas ele aproveitou o barro e fez outro objeto,
conforme lhe pareceu melhor" (Jr 18,4).

A experiência de ser contemplado pelo divino Oleiro faz com que nos reconheçamos como a obra mais querida de Suas mãos. Ele investe nesta obra toda a Sua afeição. Precisamos estar dispostos para descer à casa do Oleiro e ouvir o que Ele nos quer comunicar. Como Jeremias, necessitamos entrar para ver o oleiro trabalhando o barro, remodelando, refazendo, reconstruindo... Não era uma experiência nova para Jeremias, pois conhecia inúmeros oleiros que sabiam fazer vasos. Deus serve-se dos elementos do cotidiano, das coisas simples para mostrar nossa verdade e confrontá-Ia com a Sua verdade.
Deus nos quer pessoas refeitas n'Ele, para que nossa vida seja uma resposta ao Seu amor e em sintonia com o Seu Reino. Refaz Sua aliança, aproximando-se de cada um de nós para curar nossas feridas e re-configurar­nos. Não somos criaturas descartáveis e sem valor ou sem significado para Deus. O vaso estragado nunca é sucatado e, sim, remodelado. "Vaso estragado" pode significar: decepções, desilusões, tristezas, perdas, frustrações... Nas mãos do divino Oleiro estas situações podem ser oportunidades de um re-começo.
Jeremias ouve e obedece. Pela sua obediência, o Senhor o faz um vaso novo, o precursor, a porta de entrada, referência para toda a nação. É preciso ser moldado pela mão do divino Oleiro para ter critérios de vida, para sinalizar o projeto do Reino e para ter poder de influência sobre a nação para que ela se deixe modelar.
Para ser oleiro com poder de influência, conforme o projeto do divino Oleiro é necessário cultivar a disposição para ouvir, ir e olhar para onde Ele nos deseja enviar. Jeremias obedece prontamente e vai: "desci até a casa do oleiro e o encontrei fazendo um objeto no torno" (Jr 18,3). Ele olha como o barro desliza livremente pelos dedos do oleiro e como o vaso vai sendo modelado. Ao contemplar a ação do oleiro, ele intui uma mensagem vital: como o oleiro está para o barro, assim Deus está para a pessoa; e como o barro está para o oleiro, assim a pessoa está para Deus. Para que o divino Oleiro possa modelar a Sua obra, é necessário entregar-se incondicionalmente às Suas mãos ágeis e misericordiosas. É preciso ouvir e obedecer à Palavra do Senhor, vivê-Ia e transformá-La em testemunho de vida. Assim, a vida será um vaso novo que aloja o Espírito do Senhor e poderá ser referência para os outros viverem e seguirem o ensinamento do Senhor da Vida. Ele tem poder para remodelar nossas vidas quando não estamos de acordo com a Sua vontade. Ele molda continuamente nossas vidas. Como na época de Jeremias, Deus continua trabalhando em seus vasos: o seu povo.
A pessoa que está nas mãos do divino Oleiro vive em comunhão com as outras pessoas e se compromete com o projeto do Reino. O pecado quebra ou danifica o vaso. Provoca a divisão e fragmenta a comunhão. É a ruptura da amizade e familiaridade com Deus e da fraternidade entre as pessoas. É a negação prática da natureza humana criada para a comunhão. Nesse sentido, o pecado é uma alienação fundamental que se reproduz em alienações particulares, ali onde povos, raças, classes sociais são explorados e oprimidos.
Gutiérrez assim expressa essa realidade: "Pecar é, com efeito, negar se a amar os demais, por conseguinte, ao próprio Senhor. O pecado, ruptura da amizade com Deus e com os outros, é, para a Bíblia, a causa última da miséria, da injustiça, da opressão em que vivem os homens" (Gutiérrez, 1995, p. 27). Por isso dizemos que, pelo pecado, a pessoa rompe com a comunhão e assume um caráter social e histórico de contínua fragmentação, onde todos, de alguma forma, somos cúmplices.
As mãos do divino Oleiro, que vieram para resgatar e remodelar o nosso ser decaído, nos fazem entrar em comunhão com Deus e com toda a humanidade. Viver o dom do Espírito é viver uma eterna páscoa, uma passagem do pecado à graça, da morte à vida, do desumano ao humano, da cisão à integração. Deus deseja que busquemos e vivamos Sua plenitude que vence toda negação do amor e suas conseqüências.
O estado de fragmentação em que podemos nos encontrar depois de um fracasso, de uma desilusão, de uma incompreensão... Grande ou pequena, não é necessariamente seu destino, mas ocasião de deixar-se recriar pelo Oleiro divino. Deus deixa essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias, ao conduzi-Ia à casa do oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou. Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: "Por acaso será que não posso fazer com vocês, ó casa de Israel, da mesma forma como agiu este oleiro?" (Jr 18,6).
São os "vasos quebrados" que precisam retomar às mãos do divino Oleiro para serem remodelados. A pessoa que se encontra no fundo do poço, que perdeu o sentido e o encanto pela vida, rompeu a aliança com o divino Oleiro. Desconectou-se da Fonte, perdeu a força e o dinamismo da esperança cristã. Perdeu a capacidade de crer e fragilizou o poder da fé. Perdeu a vibração e o encanto pelo primeiro amor. Tornou-se fria, insensível, incrédula e apática. É nestes momentos e situações existenciais que é necessário intensificar sua confiança e abandono nas mãos do divino Oleiro.
O divino Oleiro restaura a saúde do enfermo (d. Is 38,16), a vista do cego (cf. Lc 18,42), a fala do mudo (cf. Mc 7,35) e o juízo do endemoniado (cf. Mc 5,15). Devolve a posição ereta à mulher encurvada (cf. Lc 13,13). Restaura a mão ressequida (cf. Lc 6,10). Deus restaura a pessoa da queda e do pecado, justificando-a, santificando-a e glorificando­a. Ressuscita-a de entre os mortos. Dá-lhe um novo corpo, revestido de incorruptibilidade e de imortalidade (d. 1Cor 15,53). Torna-a igual a Jesus Cristo (cf. Rm 8,29-30).
Podemos encontrar-nos no fundo do poço devido à nossa auto-suficiência que aos poucos dispensa a presença, a graça, o poder e a ação da sabedoria do divino Oleiro. Podemos julgar-nos poderosos, vivendo na ilusão de que estamos na verdade e que a última palavra é sempre a nossa. Nesta situação, não nos consideramos ramos, mas a própria videira (d. Jo 15,5). Tiramos Deus do centro e nos colocamos no lugar d'Ele. O nosso "eu" torna-se deus. Vivemos a egolatria. Trocamos a plenitude de Deus pela plenitude do nosso eu. Perdemos a relação filial de dependência com o divino Oleiro que, numa fidelidade indestrutível, mantém o olhar enternecido fixo em cada um de nós, obra de Suas mãos.
O divino Oleiro, em Cristo, tira o pecado do mundo, refaz o que a pessoa fez de errado. A história não termina com a notícia de que "o pecado entrou no mundo através de um só homem" (Rm 5,12), mas com a notícia de que Jesus é "o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

A misericórdia do divino Oleiro suscita o desejo de suplicar "Restaura-nos, Senhor". O que Jesus quer fazer de nós é maior do que Ele quer fazer através de nós. Comprometidos com o projeto do divinO' Oleiro, devemos assumir a "prática da restauração". Esta prática é a arte de nos colocarmos, humildemente, nas mãos do divino Oleiro, para que Ele nos refaça continuamente e possamos manter a forma e a beleza arquitetada por Ele.
Como barro nas mãos do oleiro, deixemos o divino Oleiro recriar, refazer, remodelar e restaurar a nossa vida e missão. Deus, o divino Construtor, mantém nossa vida e missão "sempre em obras". Como obra de Suas mãos, permaneçamos em sintonia com o Seu projeto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CARMELO DE FORTALEZA TEM NOVA MADRE!

-O Carmelo Santa Teresinha de Fortaleza tem nova madre. A Irmã Maria Bernadete, hoje pela manhã, dia 20.09,2008, foi eleita no terceiro escrutínio e proclamada pelo bispo auxiliar de Fortaleza, Dom José Luís, na presença do Pe. João Jorge Correa Filho, Vigário Geral da Arquidiocese de Fortaleza e do Pe. Geovane Saraiva, Pároco de Santo Afonso, que participaram da eleição como escrutinadores e de todas as irmãs da comunidade do Carmelo, a nova madre do Carmelo Santa Teresinha.

Rogamos ao nosso Deus infinitamente bom e aos santos carmelitas, São João da Cruz, Santa Tereza D Ávila e Teresinha do Menino Jesus pela nossa querida Irmã Bernadete as melhores graças e bênçãos para missão que acaba de assumir. Parabéns Madre Bernadete!

Fonte: Pastoral da Comunicação da Paróquia de Santo Afonso
http://www.paroquiasantoafonso.org.br/noticias_exibir.php?idp=6&idps=1&idn=540



segunda-feira, 29 de setembro de 2008

ORAÇÃO DA FAMÍLIA


1- Senhor nosso Deus, nós vos louvamos e bendizemos pela família de Santa Teresinha do Menino Jesus, que no seu empenho de vivência cristã e santidade nos convida a construir a Igreja doméstica no amor, na fé e na união.
2- Afastai de nossa família o perigo do desamor, da divisão, de qualquer atentado à vida, de qualquer mal.
1- Senhor, que pela intercessão de Santa Teresinha e de seus pais, os veneráveis Luís e Zélia, possamos experimentar a força do amor que nada e ninguém pode destruir.
2- Unidos no vosso amor, nós vos pedimos que a nossa família e todas as famílias, superando as dificuldades, tornem-se presença viva do vosso amor.
1- No trabalho, na saúde, na paz, possamos caminhar juntos aqui na terra para um dia juntos vivermos a bem-aventurança do vosso Reino por toda a eternidade.
Santa Teresinha, rogai por nós.



ORAÇÃO


Visitai, Senhor, esta casa, e afastai as ciladas do inimigo;
Nela habitem Vossos santos Anjos, para nos guardar na
paz e que vossa bênção fique sempre conosco. Por Cristo, Nosso Senhor!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

10 A 1 9 DE SETEMBRO DE 2008 MORAMANGA – MADAGASCAR DEFINITÓRIO EXTRAORDINÁRIO OCD

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Com a presença do Superior geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, os 8 Definidores, os Provinciais das 37 Províncias, 2 Semi-províncias, 6 Comissariados, 6 Delegados da Delegações gerais, 8 Vigários e Delegados das Delegações regionais, mais 6 Secretários e tradutores e 3 expertos, éramos cerca de 77 pessoas reunidos no Centro N. S. do Monte Carmelo de Moramanga, Madagascar, nos dias 10 a 19 de setembro deste ano de 2008.


Cabe mencionar que a organização e acolhida feita pelos frades do Comissariado do Madagascar e Terra Santa foi muito boa e eficaz, nos ajudando no visto de entrada no país, no passeio ao parque de Andasibe (onde tivemos oportunidade de conhecer os lêmures e crocodilos) e também na saída, agilizando as coisas junto à guarda e fiscalização policial.


Durante estes dias foi possível conviver com a grande diversidade da Ordem presente em todo o mundo, de Ocidente a Oriente, Norte e Sul e perceber a riqueza da diversidade de povos e culturas que buscam viver o carisma carmelitano teresiano. Foram momentos de comunhão e de busca de novos caminhos de atualização e de resposta aos desafios nas varias partes onde nos encontramos e que a cada dia nos chamam a voltar ao essencial de nossa vida e vocação.

A liturgia de cada dia era celebrada ou em espanhol, ou francês, ou inglês ou italiano e preparada por um grupo lingüístico ou de uma região.

Tivemos oportunidade de conhecer mais de perto a realidade de toda a Ordem e deste país, com a presença de bispos e de um político católico, presidente da Assembléia do Governo. No dia 14 celebramos os 40 anos de presença dos frades OCD no Madagascar, com uma bem preparada e longa celebração eucarística, que contou com a presença de vários bispos e um Cardeal, numerosas religiosas e povo.

Após uma apresentação de cada participante, Pe. Geral, Luís Aróstegui, informou-nos sobre a realidade da Ordem.

Mas o grande tema estudado neste Definitório preparativo ao 90º Capítulo Geral (17 abril a 8 de maio de 2009, em Fátima, Portugal), foi o Documento Para vós Nasci, como proposta de preparação às celebrações do 5º Centenário do nascimento de S. Teresa de Jesus (1515- 2015).

Reunimo-nos em grupos, conforme as áreas geográficas ou de acordo com as línguas, a fim de facilitar a comunicação: América Latina, grupo Inglês, Italiano, Ibérico, Europa Central, Ásia/Oceania, Índia, Francês. Depois do estudo e partilha sobre cada capítulo do documento havia um plenário com a síntese das discussões feitas. Todo este material será proposto à comissão de elaboração do Documento, que deverá ser estudado nas Províncias e aprovado no próximo Capítulo geral.

Também tivemos oportunidade de conhecer a história e a realidade dos frades em Madagascar, com a colocação do fr. Gino Pizzuto e das Monjas, com a apresentação da Presidente da associação Notre dame des Îles, Ir. Marguerite du Christ.


Fr. Aloysius Deeney, delegado Geral para a Ordem secular fez apresentação da realidade da OCDS nas várias partes do mundo e apresentou um esboço da Ratio institutionis para a formação dos membros da OCDS, como havia sido proposto pelo Capítulo Geral de Ávila de 2003 ( n. 103).

Outros temas discutidos ou apresentados foram: o Teresianum, o Centro Internacional Teresiano-sanjoanista de Ávila, a economia da Ordem, a situação da Terra Santa, o problema das saídas da Ordem, a revisão das conclusões operativas do Capítulo 2003.

Em sua mensagem final na Conclusão do Definitório, o pe. Geral nos exortava à renovação de nossa vida espiritual através da leitura das Obras de Santa Teresa e da necessidade de colaboração entre as Províncias para levar adiante a missão que temos e cuidar das instituições pelas quais somos responsáveis.

Para quem desejar mais conhecimentos gerais sobre a cultura, povo e sobre a Ordem no Madagascar, pode acessar o site www.ocdmadoi.com

Concluindo, agradeço às orações de cada um de vocês e de suas comunidades. Posso dizer que a grande impressão que fica da participação deste Definitório é que há uma busca em toda a Ordem de viver os ensinamentos de nossos santos e como eles, responder aos desafios presentes em cada parte do mundo.


Um abraço e que Deus nos abençoe.

Fr. Alzinir

S. Paulo, 24 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

domingo, 21 de setembro de 2008

BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

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O divino Oleiro é o arquiteto de toda a criação.
Cada peça é cuidadosamente sonhada e projetada.
O barro disforme nas mãos do oleiro deixa-se transformar
numa obra original e irrepetível. O barro, por si só, não se transforma
em vaso, cântaro, pote, vasilha. A pessoa não pode, por suas
próprias forças, transformar-se e resgatar sua identidade.

O BARRO É ESCOLHIDO

Dentre duzentos tipos de barro conhecidos,
somente oito servem para fazer vasos.
O divino Oleiro escolhe o barro. Se você é escolhido por Deus,
isso significa que você é um barro bom e que o divino Oleiro deseja
fazer de você uma obra de arte.

O BARRO É CURTIDO

O barro é escolhido e deixado de lado para repousar por um tempo.
Ele deve ser curtido com a finalidade de criar maior liga.
Quanto maior o vaso, mais longo é o tempo do curtimento.
A fase do curtimento em sua vida pode significar o silêncio do divino Oleiro.
Parece que Ele fala com todo mundo, menos com você.
Esta fase depende do tipo de vaso que o divino Oleiro quer fazer.

O BARRO É PRENSADO

Depois de superada esta fase, o barro necessita ser prensado
para que o ar, as pedras, as raízes e as impurezas sejam retirados,
formando uma massa consistente.
Pode ser angustiante ser prensado sem entender o porquê e nem o para quê.
Deus permite que você seja humilhado,
pisado para poder tirar todo orgulho, vaidade ...
Parece que todos falam mal de você, ninguém o entende, julgam suas atitudes ...
Sem a presença do Espírito Santo, sem a humildade,
sem a disponibilidade, sem a fé e confiança o "vaso" fica inconsistente.

O BARRO É MODELADO

Chegou a hora decisiva: um punhado de barro nas mãos do oleiro vai ganhar a forma desejada.
É o momento da entrega total. Ele é colocado sobre a roda de moldar.
Deixa-se modelar: de barro a vaso.
Esta atitude requer abrir mão de todos os caprichos, ambições
e permitir que o Oleiro modele o barro segundo Sua sabedoria.
O oleiro não retira o olhar da obra que está construindo.
Nada desvia sua atenção. Inicia a obra com leves toques periféricos regados com água.
Depois, decididamente, rasga o barro, abrindo espaço no interior
para trabalhar o vaso como havia concebido no coração.
Após a obra concluída, pára e contempla.

O VASO MODELADO FICA EM REPOUSOO vaso depois de concluído
necessita de alguns dias de repouso,
preparando-se para enfrentar o calor do fogo que o tornará consistente.

O VASO VAI AO FORNO

Com cuidado o oleiro leva o vaso para o forno para ser temperado.
O fogo abrasador leva-o ao seu limite de resistência.
Sente o calor permear cada fibra.
Somente o vaso que suportar o calor no forno está hábil para cumprir sua tarefa.

O VASO É PROVADO

O oleiro retira cada peça do forno e verifica a sua capacidade de resistência,
dando-lhe um peteleco. O som emitido é a prova.
Se o som é chocho voltará ao forno, porque ainda não está pronto,
mas se ele “cantar” é porque está apto para seguir seu destino.

O VASO É DESTINADO

Quando o “vaso” está pronto, o divino Oleiro o enche do Seu Espírito
e o envia a ser “vaso de benção”
a quem encontrar no caminho.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estende-se violência contra cristãos na Índia


Várias igrejas atacadas no domingo passado


Por Inma Álvarez

NOVA DELI, quarta-feira, 17 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Longe de diminuir, os atos de violência contra os cristãos se estenderam a outros estados da Índia, segundo informa a Conferência Episcopal Católica da Índia (CBCI).

No domingo passado, várias igrejas e centros de culto cristão foram atacados em Mangalore, Udupi e Belthangady (Karnataka), supostamente por ativistas do Bajrang Dal. Na capela católica de Milagres, um crucifixo e uma imagem de São José foram despedaçados.

No total, 13 centros foram atacados, 4 deles católicos, e vários fiéis, entre eles mulheres e crianças, foram golpeados pelos assaltantes. Nesta ocasião, o principal alvo eram as igrejas pentecostais, a quem o Bajrang Dal acusa de promover as conversões.

Trata-se dos ataques mais graves registrados nos últimos dias após a tragédia de Orissa. Sete pessoas, inclusive dois pastores protestantes e uma monja católica, ficaram feridos.

Poucas horas depois de tomar conhecimento dos ataques, milhares de cristãos se manifestaram em Mangalore, cercando várias estradas, inclusive a rodovia 17, sendo brutalmente reprimidos pela polícia.

Em Madhya Pradesh, a igreja Msihi Mandir, pertencente à Igreja do Norte da Índia (protestante) foi atacada e queimada no sábado passado.

Segundo afirmou à agência Asianews o porta-voz da diocese de Cuttack-Bhubaneshwar, Pe. Dibyasingh Parichha, no domingo passado «foram incendiadas 12 casas de cristãos no povoado de Makabali, mais outras duas em Debari e Murudikupuda. Na segunda-feira foi assassinado um cristão perto de Raikia».

Também no vizinho estado de Kerala, no distrito de Kasargode, registrou-se um assalto contra um asilo católico durante a noite de 14 a 15 de setembro.

Por outro lado, no epicentro da violência, o estado de Orissa, os ataques continuam. O reverendo Patnayak, do Orissa Missionary Movement, denunciou que na noite do sábado várias igrejas foram queimadas em Anchhla, Borigumma e Koraput.

Os bispos católicos condenaram os ataques em Karnataka, em uma nota emitida pela CBCI e assinada pelo porta-voz, Babu Joseph, e pedem às autoridades que façam o possível por deter a violência.

O presidente da Conferência, cardeal Varkey Vithayathil, expressou sua dor e estupor pelos ataques contra os cristãos, e afirmou que tais ataques «são a manifestação da crescente intolerância de certos setores da sociedade, que desafiam claramente os direitos constitucionais dos cidadãos do país».

«Nós lhes pedimos que desistam de provocar as minorias cristãs e que sigam um caminho de diálogo e dignidade na hora de abordar as questões sociais, religiosas e políticas.»

Os bispos insistem em que os ataques não tinham recebido provocação: «a comunidade cristã se comportou até agora de forma pacífica, inclusive em situações de extrema provocação. Isso não deve ser entendido como fraqueza, mas como opção preferencial pelos princípios de uma convivência civilizada».

Rejeitam também as acusações de proselitismo, já que, insistem, a comunidade cristã «continua oferecendo seus serviços a todos os setores da sociedade da Índia sem discriminação alguma».

«As acusações infundadas de conversões fraudulentas se devem aos interesses de grupos empenhados em polarizar a sociedade segundo suas crenças religiosas. Nós, como cidadãos responsáveis da Índia, não sucumbiremos a estas táticas que buscam a divisão», acrescentam os bispos.

Por outro lado, o arcebispo de Bangalore, Dom Bernard Moraes, em sua nota de condenação dos ataques, fez um apelo à unidade dos cristãos neste momento.

«Chegou o momento dos cristãos se unirem e crescerem em força», afirmou.

Pra ouvir e meditar

http://br.youtube.com/watch?v=xMErQ6zNYx4

terça-feira, 16 de setembro de 2008

«Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade»


LEITURA I 1 Cor 12, 31 -- 13, 13


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios

Irmãos:
Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados.
Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver caridade,
sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu possua a plenitude da fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver caridade, nada sou.
Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver caridade, de nada me aproveita.
A caridade é paciente, a caridade é benigna;
não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça,
mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O dom da profecia acabará,
o dom das línguas há-de cessar,
a ciência desaparecerá;
mas a caridade não acaba nunca.
De maneira imperfeita conhecemos,
de maneira imperfeita profetizamos.
Mas quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança,
sentia como criança e pensava como criança.
Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil.
Agora vemos como num espelho e de maneira confusa,
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de maneira imperfeita,
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e a caridade;
mas a maior de todas é a caridade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pintura de 300 anos é encontrada em igreja de João Pessoa

Do UOL Notícias
Em São Paulo
UOL Links Patrocinados
Uma pintura de estilo barroco com cerca de 300 anos de idade foi encontrada debaixo de camadas de tinta no forro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo em João Pessoa (PB). A descoberta foi feita durante os trabalhos de restauração no templo, que começaram em 2007. Agora, as tábuas que continham a obra estão sendo preparadas para voltar ao teto do local.

Segundo o diretor técnico da Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histório e Artístico Nacional (Iphan) para a Paraíba e o Rio Grande do Norte, Umbelino Peregrino, a pintura barroca foi feita em têmpera entre o final do século 17 e o começo do século 18 e traz motivos relacionados à ordem católica dos carmelitas, como querubins, anjos e imagens dos santos Eliseu e Elias. Ela se localizava em um espaço de 114m² na área da capela-mor da igreja, onde deverá ser recolocada.

"Em algumas partes, havia até nove cadamas de tinta acima da pintura", diz Peregrino. Para recuperar a obra, as camadas superiores de tinta foram retiradas manualmente com bisturi, e as mais próximas ao desenho original receberam aplicações de solvente à base de água.

A estrutura das tábuas estava comprometida por cupins e também está sendo reformada. O forro da capela-mor deverá ser entregue para ser reinstalado até março de 2009. Depois, o forro da nave da Igreja do Carmo também passará por tratamento.

De acordo com o diretor técnico do Iphan na região, não é incomum encontrar obras de arte escondidas por camadas de tinta mais recentes em igrejas de todas as regiões do Brasil.

"Muitas vezes o forro de uma igreja se deteriorava, e para evitar a degradação, pintava-se por cima de uma pintura. Achava-se que não tinha mais jeito e pintava-se", explica Peregrino. Foi o que aconteceu com as igrejas de São Francisco e da Misericórdia, que assim como o Carmo foram construídas a partir do século 16 no centro de João Pessoa. Os três templos são tombados como Patrimônio Histórico.

sábado, 13 de setembro de 2008

«Venerai a Cruz, ainda que isso traga escárnio e perseguição»




Papa aos jovens: «Venerai a Cruz, ainda que isso traga escárnio e perseguição»

Confia-lhes dois tesouros, a Confirmação e o sinal da cruz

PARIS, sábado, 13 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI fez um chamado aos jovens franceses para que venerem o sinal da cruz, ainda que isso traga consigo «escárnio e até mesmo perseguição», durante seu discurso dirigido a milhares de rapazes e moças reunidos na região da catedral de Notre Dame.
Diante deles, e antes de iniciar a Vigília de oração, o Papa quis confiar aos jovens «dois tesouros, o Espírito Santo e a Cruz», em um discurso repleto de referências à Jornada Mundial da Juventude de Sydney, ocorrida em julho passado.

«Muitos de vocês levam pendurada no pescoço uma corrente com uma cruz. Também eu carrego uma, como por outro lado, todos os Bispos. Não é um adorno nem uma jóia. É o precioso símbolo de nossa fé, o sinal visível e material do vínculo com Cristo», explicou o Papa.

Para os cristãos, a cruz é «símbolo da sabedoria de Deus e seu amor infinito revelado no dom redentor de Cristo morto e ressuscitado para a vida do mundo», explicou o Papa, mas também «o testemunho mudo dos sofrimentos dos homens e, ao mesmo tempo, a expressão única e preciosa de todas as suas esperanças».

São Paulo, continuou Bento XVI, «chegou à conclusão de que a Cruz manifesta a lei fundamental do amor, a fórmula perfeita da vida verdadeira».

«Que esta descoberta impressionante lhes alente a respeitar e venerar a Cruz», afirmou o Papa, entregando-a aos jovens como um tesouro.

«Queridos jovens, sei que venerar a Cruz às vezes também traz consigo o escárnio e até mesmo a perseguição. A Cruz coloca em perigo, em certa medida, a segurança humana, mas manifesta, também e sobretudo, a graça de Deus e confirma a salvação».

O Papa desejou que «a alguns o aprofundamento no mistério da Cruz lhes permita descobrir o chamado a servir a Cristo de maneira mais total na vida sacerdotal ou religiosa».

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Arte da educação segundo Edith Stein


Entrevista com o autor de um livro sobre o tema, Eric de Rus

Por Anita S. Bourdin

ROMA, quinta-feira, 28 de agosto de 2008 (ZENIT.org).-

«A educação para Edith Stein é a suprema arte, cujo mestre é o Espírito Santo e na qual o homem é o humilde colaborador», diz Eric de Rus, professor associado de filosofia, que acaba de publicar em francês um segundo livro dedicado a esta santa, intitulado «A arte da educação segundo Edith Stein. Antropologia, educação e vida espiritual» (Cerf, Ed del Carmelo, Ad-Solem).

Em uma entrevista publicada pela edição francesa de Zenit, Eric de Rus explica que a dimensão educativa «é uma dimensão essencial de sua mensagem».

Edith Stein manifestou sua preocupação com a educação já em sua etapa universitária de Breslavia (1911-1913). «O interesse persiste nos anos posteriores durante seus estudos na Universidade de Gottigen. Depois de sua conversão, e antes de ingressar no Carmelo de Colônia, ela manteria um duplo compromisso como professora e conferencista», acrescenta Rus.

Já carmelita, «destaca a pedagogia da santa reformada Teresa d'Ávila. Seus próprios textos espirituais dão testemunho deste interesse pela educação que aprofunda a importância de revelar a dimensão mística».

A pesquisa que Rus desenvolve sobre Edith Stein mostra, explica o próprio autor, «a unidade do enfoque existencial, filosófico e espiritual desta autora, demonstrando que existe uma revelação vital entre a antropologia, a educação e a vida espiritual».

Assim, «o pensamento sobre a educação» aparece em Edith Stein como «o ponto focal onde se unificam sua antropologia, a tradição mística e espiritual, de Santo Agostinho a Teresa d'Ávila e João da Cruz, e sua experiência pessoal dos caminhos de Deus».

A filosofia alemã, «desde o momento em que vê a educação como “a formação do ser humano em sua totalidade, em todas as suas fortalezas e capacidades, com o fim de que seja o que deve ser”, então já implica uma certa idéia do homem», explica Rus.

«Todo o trabalho educativo que se centra em educar os homens vem acompanhado de uma idéia precisa do que é o homem, seu lugar no mundo e sua missão na vida, assim como das oportunidades práticas oferecidas para formá-lo.»

Edith Stein, explica, «considera o homem como uma unidade de corpo, alma e espírito e demonstra que o homem tem um interior inviolável que é o fundamento de sua dignidade, o espaço sagrado de encontro com Deus e, inseparavelmente, o lugar da consciência de que podem elevar-se decisões livres e um verdadeiro diálogo com o mundo».

«Formar o homem significa ter coragem para servir a esta interioridade. Edith Stein dá uma formulação muito luminosa deste vínculo entre o interior e a educação quando escreve: é a vida interior o fundamento único; a formação se leva a cabo do interior para o exterior», acrescenta.

Precisamente, assinala Rus, a insistência de Bento XVI na educação, como o recente documento da Congregação para a Educação Católica, intitulado «Educar em uma escola católica. Missão compartilhada pelas pessoas consagradas e os leigos» (setembro de 2007), «não é uma coincidência».

«O desafio hoje é realmente um desafio antropológico: Quem é o homem, o que é viver autenticamente no sentido de seu ser? Mas isto nos põe precisamente no coração da missão educativa que serve ao melhor da pessoa».

«Educar é acompanhar o deslocamento completo de uma humanidade no cumprimento de sua vocação natural e sobrenatural. Esta é a única forma em que a sede de sentido que caracteriza a pessoa humana pode satisfazer-se».

Para Edith Stein, explica, a educação «é a suprema arte na qual o Espírito Santo é o mestre e no qual o homem é o humilde colaborador».

«Edith Stein nos recorda que o homem não se converte em plenamente humano a menos que corra o risco de uma grande aventura: a santidade, que é a obra do Espírito Santo. Quem se abandona à ação educativa do Espírito e se deixa configurar a Cristo participa misteriosamente de sua obra de salvação consagrando o mundo a Deus», conclui.

fonte:ZENIT

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

XXV CONGRESSO PROVINCIAL DA OCDS

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O XXV Congresso Provincial da OCDS está próximo! O evento acontecerá em São Roque-SP de 16 a 19/10/2008. Não deixem de enviar os representantes de sua comunidade!
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Apostolo da Oração e o nosso Carisma


Este ano de 2008, como já é do nosso conhecimento, é dedicado a São Paulo.
O legado do Apóstolo à oração é uma escola de espiritualidade. Vejamos como ele mesmo nos aconselha a rezar. Tomemos aqueles momentos de oração em que ele reza com todo o seu poder, sabendo como carmelitas que somos o quanto o diálogo da oração é desejado por Deus que nos espera sem cansaço, sem julgamentos, sem pressa...

"Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças" (Fl 4,6)

"Sejam constantes na oração; que ela os mantenha vigilantes, dando graças a Deus" (Cl 4,2)

"Rezem sem cessar..." (1Ts 5,17)

"Antes de tudo, recomendo que façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças em favor de todos" (1Tm 2,1)

"Sempre em minhas orações, rezo por todos com alegria" (Fl 1,4)


Vamos abrir mais espaço ao que ele diz ao seu amigo querido, Timóteo (1T 2,1-4):

"Antes de tudo, recomendo que façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças em favor de todos os homens, pelos reis e por todos os que têm autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade"

Tamanho empenho para se tocar a todos, sobretudo a quem tem poder e autoridade sobre a vida de muitos. Aqui ele expressa seu imenso desejo de que todos, sem exceção sintam os efeitos do amor de Cristo. Observem como valoriza a "vida calma e serena, com toda piedade e dignidade". Ele sabe que esta vida suscita na alma o desejo da salvação, da vida eterna.
E o que faz? Com suas palavras ele provoca em seu amigo o desejo de agir por Cristo, o que nos remete à Santa Teresa quando diz que "obras quer o Senhor", pois um coração tão cheio do amor de Cristo não consegue viver só para si. Tem que transbordar pois ao contrário, morre!

Comentando texto de Regina Tagliari, fsp

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ordenação Presbiteral de Frei Fabiano

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"Que poderei retribuir ao Senhor por tudo que me tem dado? Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor." (Sl115, 3-5)
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Este foi o lema de ordenação de Frei Fabiano Alcides Pereira, ordenado presbítero no dia 16/08/2008 pelas mãos de Dom Joaquim Mol, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora em Belo Horizonte/MG. Toda a Igreja e de modo especial o Carmelo Descalço se alegra louvando e agradecendo a Deus por mais um padre no nosso meio. Frei Fabiano fez sua preparação teológica em Roma, onde fez sua profissão solene e recebeu o diaconato. Peçamos ao Espírito Santo, que derrame sobre Frei Fabiano suas graças e bênçãos, cobrindo-o com seus dons, para que com fidelidade possa exercer seu ministério sacerdotal. Frei Fabiano estará prestando seus serviços, na Comunidade de Travessão de Campos no estado do Rio de Janeiro. Coloquemo-lo em nossas orações. Parabéns ao Frei Fabiano e nosso abraço fraterno!

Izabel - Comunidade São João da Cruz - OCDS.

domingo, 17 de agosto de 2008

MARIA E JOSÉ


Não há momento mais propício para falar de Maria e José do que nesta segunda semana de agosto, onde se celebra em toda a Igreja a Semana da Família, a qual se iniciou em 10 de agosto e se encerra hoje, dia 16/08.
Nestes tempos em que o instituto da família está sendo tão desvalorizado pela sociedade, devido às mudanças de costumes, de valores, onde não se tem mais idéia da importância da família dentro da sociedade, onde as pessoas não querem mais se casar, não querem mais ter filhos, só se preocupam consigo mesmo e com suas carreiras profissionais, não querem ter trabalho com crianças, mas apenas com seus cachorros, então vem sabiamente a Igreja e, através da semana da Família, vem dizer que a família é importante, e que constitui um dos bens mais preciosos da humanidade.
É na família onde tudo deve começar, é na família que devemos aprender os verdadeiros valores, o valor da vida, o valor da liberdade, o valor da responsabilidade. Mas infelizmente encontramos muitas vezes o oposto disso, as mães abortam seus filhos, abandonam seus filhos, jogam até pela janela, não se tem mais o sentido da vida. Ou então não sabem usar sua liberdade, não sabem ensinar seus filhos a usar a liberdade. Hoje tudo pode, tudo é permitido, desde que você se dê bem!!! É um absurdo. E essa mentalidade é que faz com que se gere a violência, a criminalidade, pois as pessoas não querem saber dos direitos dos outros, não respeitam o outro, só pensam em si mesmas.
Hoje os pais não querem ter responsabilidade para com os filhos, jogam suas responsabilidades para a escola, lavam as mãos, trabalham muito para dar o melhor colégio e não dão o mais importante, que é a presença. Dessa forma, fazem com que os filhos também não tenham responsabilidade consigo mesmos, não tenham responsabilidade pelos seus atos, não assumindo as conseqüências dos seus atos e, por isso fogem através da bebida, fogem através das drogas, fogem através do consumismo, fogem através da sensualidade e da sexualidade desordenada.
É uma pena, infelizmente. Mas o que fazer diante desta realidade? Só nos resta uma coisa a fazer, olhar o exemplo de José e de Maria, o exemplo da Sagrada Família. Uma família que soube viver a vontade de Deus nas suas vidas, que permaneceu unida, que permaneceu fiel, que obedeceu a Deus, mesmo com todas as dificuldades.
José, homem justo, modelo de pai, homem de fé, trabalhador, sustentava a sua família com o seu trabalho, protegeu sua família levando-a para o Egito, sofreu com Maria, preocupou-se com Maria, quando o menino Jesus se perdeu no templo. Ele não disse para Maria, vai que o filho é teu, não tenho nada a ver com isso, como fazem os pais de hoje, ele voltou com ela para procurar o menino em Jerusalém. O que falta é isso, essa cumplicidade, esse companheirismo, essa partilha de alegrias e sofrimentos.
Maria, modelo de esposa, também é exemplo a ser seguido, com sua ternura, com sua feminilidade, com seu silêncio. Mas também não pensem que Maria era uma “Amélia”! Maria era uma mulher corajosa, ele disse SIM para ser a mãe de Jesus, quando poderia morrer apedrejada, pois ainda não estava casada. Foi uma mulher de fé, porque acreditou nas promessas de Deus. Uma mulher de serviço ao próximo, não hesitando em partir apressadamente para ajudar sua prima Isabel, mesmo estando ela grávida. Uma mulher que sofreu, mas que aceitou a vontade de Deus com alegria. Sofreu porque teve que dar à luz ao seu filho num estábulo, em péssimas condições, sofreu porque teve abandonar tudo e viver em terras estrangeiras para preservar a vida de Jesus, e o pior, sofreu porque teve que ver seu filho ser perseguido, espancado, humilhado e morto em uma cruz como um bandido. Essa foi Maria, uma mulher forte, que permaneceu em pé diante da Cruz.
Esse é o modelo de família que nós temos que nos espelhar. Peçamos, portanto, a Deus a graça de vivermos como a Sagrada Família, seguindo sua vontade com fé e alegria. Amém!


Luciano Dídimo

domingo, 10 de agosto de 2008

MOMENTO LITERÁRIO

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Animamos as Comunidades OCDS da Província São José a participar do "MOMENTO LITERÁRIO", organizado pela comissão do XXV Congresso Provincial OCDS, onde cada Comunidade deverá enviar um texto literário relacionado com o Tema e/ou Lema do Congresso ou de alguma forma ligado a nossa espiritualidade.
Poderá ser enviado qualquer gênero literário. O tamanho do texto deverá ser no máximo de uma folha A-4 fonte Arial.
O texto deverá ser identificado apenas com o nome da Comunidade ou Grupo e localidade e ser enviado até 20/08/2008 para Marisa Maria Ribeiro pelo seguinte e-mail: ribeiromarisamaria@gmail.com .
O tema do congresso este ano será: "CONGRESSO PROVINCIAL OCDS 25 ANOS: CHAMA QUE AQUECE A FAMÍLIA CARMELITANA" e o lema: "FAMÍLIA SECULAR: TORNA-TE AQUILO QUE ÉS".

Modelo de Organização do Dia

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“Somente com a força da graça a natureza pode ser liberta das suas feridas e elevada à verdadeira pureza e tornada apta a acolher a vida divina. E esta vida divina é aquela força motriz íntima da qual brotam as obras de caridade. Quem quer mantê‑la perenemente em si deve nutrir‑se continuamente da fonte de onde ela nasce continuamente: os sacramentos, e sobretudo o Sacramento do amor.

Quem visita o Deus Eucarístico e com ele aconselha‑se em todas as suas necessidades, quem se deixa purificar da força divina que vem do sacrifício do altar e oferece a si mesmo ao Salvador, quem o recebe na Comunhão no mais íntimo da sua alma, vai sendo atraído incessantemente, cada vez mais, na corrente da vida divina, crescerá no Corpo místico de Cristo e o seu coração conformar‑se‑á ao Coração divino.

Quando nos despertamos pela manhã os deveres e tarefas do dia já querem inundar‑nos de toda parte (se é que já não nos angustiaram durante a noite). Vem continuamente a interrogação inquietante: “Como posso fazer tudo num dia? Quando farei isto e quando farei aquilo? Como fazer este dever, como iniciar aquela tarefa?” Seria preciso levantar‑se rapidamente e imergir‑se inteiramente nas atividades. Mas então é necessário tomar as rédeas nas mãos dizer a si mesmo: “Calma! Por ora nada disso tudo! Esta minha primeira hora da manhã é do Senhor. Depois enfrentarei o trabalho cotidiano que ele me confia e ele me dará a graça para cumpri‑lo.”

Então dirijo ao altar do Senhor, onde não se trata só de mim e das minhas mesquinhas tarefas, mas do grande sacrifício de Redenção. Nele devo participar, purificar‑me todo encher-me de santa alegria e colocar‑me sobre o altar com o sacrifício divino, com todas as minhas obras e os meus sofrimentos. E quando o Senhor vier a mim na santa Comunhão, poderei pedir‑Lhe. “Que desejas de mim, Senhor?” (S. Teresa). E aquilo que depois do silencioso colóquio com Ele se me apresentará como tarefa mais urgente será o início do meu trabalho. Se começo meu dia de trabalho assim, depois da missa matutina, terei em mim um silêncio sagrado e a minha alma estará livre de tudo que a inquieta e lhe causa fadiga. Ela se encherá de santa alegria, de coragem e energia. E eis que é tornada ampla porque saiu de si e entrou na vida divina. Qual chama silenciosa arde nela o amor que o Senhor acendeu e a impulsiona a dar em troca amor e espalha-lo aos outros: flammescat igne caritas, accendat ardor proximos [a caridade é flamejante e o seu ardor derram‑se no próximo].

A alma vê claro diante de si o próximo trecho de estrada: não vê muito longe, mas sabe que quando o horizonte limita o seu olhar, abrir‑se‑á diante de dela uma nova vista.

Agora começa o trabalho cotidiano: pode ser dar aulas ‑ 4 ou 5 horas consecutivas. É necessário estar sempre atento; não se pode obter em cada hora o que se quer e, talvez, em nenhuma outra. Cansaço, interrupções não previstas, alunos não preparados, irrequietos, briguentos. Ou mesmo trabalho no escritório: relacionamentos com colegas insuportáveis e superiores, pretensões impossíveis, reprovações injustas, mesquinhez humanas; talvez misérias de natureza variada.

Chega a pausa do meio‑dia. Volta‑se para casa exausta, ofegante. E talvez aqui nos esperam novas angústias. Onde foi parar o frescor matutino da alma? Também agora se quer mergulhar de novo na luta e na tempestade: agitação, inquietude, arrependimento. Há tanta coisa a fazer até à tarde! Não se deve recomeçar depressa? Não! Não antes de ter encontrado, pelo menos por um instante, um pouco de silêncio. Cada pessoa deve conhecer‑se ou aprender a conhecer‑se, para saber onde pode encontrar um pouco de calma. A melhor maneira, se possível, seria despejar todos os cuidados aos pés do tabernáculo por um breve tempo. Quem não pode fazê‑lo, porque talvez precise de um pouco de repouso, fique um pouco no próprio quarto. Mas se não é possível um momento de calma exterior, se não há um ambiente apto ao qual poder retirar‑se, se deveres improrrogáveis impedem uma hora de silêncio, será necessário pelo menos voltar a si por um instante, distanciando-se de todas as coisas e refugiar‑se no Senhor. Ele está no nosso íntimo e pode conceder‑nos num só instante tudo o que temos necessidade. Enfrentar‑se‑á depois todo o resto do dia; passar‑se‑á, talvez em grande fadiga e cansaço, mas em paz. Quando, depois vier a noite e olharmos para trás, virmos o quanto permanece incompleto e como muitos de nossos projetos não foram efetuados. Se isto suscita em nós uma forte confusão e arrependimento, peguemos tudo isso, assim como está e coloquemos nas mãos de Deus, abandonemo‑nos nele. Nele podemos assim repousar, repousar de verdade, para começar o novo dia com uma vida nova.

Eis uma pequena amostra de como se pode organizar o dia para dar lugar à graça de Deus. Cada [pessoa] saberá bem como fazer a aplicação à própria vida. ... depois, o Domingo, deve ser como uma grande porta através da qual vida divina entra no tumulto cotidiano e que nos fortalecerá no trabalho da semana.

(E. Stein. A Mulher, citado em Incontro a Dio; antologia di scritti spirituali. A cura de Maria Cecilia dei Volto Santo.(Ciniselo Balsamo (Mi): San Paolo 1999)p. 44-47). Tradução: fr. Alzinir

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Carmelo em Festa!


Celebre com a gente!
Santa Edith Stein
(Teresa Benedita da Cruz)
na Paróquia
Nossa Senhora do Carmo
Dia 09 de agosto, as 19 horas.

Onde nossos irmãos estarão dando
mais um passo em sua Vocação Carmelitana.

Promessas Definitivas

Ciça de São João da Cruz
Nazarena da Eucaristia

Renovação de Promessas

Adriane da Santíssima Trindade
Anna Carolina de Santa Edith Stein

Comunidade
Santa Teresinha do Menino Jesus
OCDS Caratinga/MG

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Um carmelita secular "Doutor"



O nosso primeiro presidente provincial da OCDS, Carlos Frederico Barbosa, defendeu ontem sua tese doutoral em Ciências da Religião, na Universidade federal de Juiz de Fora MG e foi aprovado com nota máxima. O tema: "A noção de coração em Ibn Arab e S. João da Cruz".


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