terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Congregação para a Doutrina da Fé divulga nota pastoral com indicações para o Ano da Fé


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anodaf2011A Congregação para a Doutrina da Fé divulgou, neste sábado, 7, uma nota com as indicações pastorais para o Ano da Fé. A nota contempla todos os níveis da Igreja, desde o nível universal, das Conferências Episcopais, diocesano e em nível das paróquias, comunidades, associações e movimentos.

Com a Carta Apostólica Porta Fidei, de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre, Bento XVI convocou um Ano da Fé. Ele começará no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. “Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós vivermos a beleza e a alegria de sermos cristãos”.

O início do Ano da Fé coincide com a recordação de dois grandes eventos que marcaram a face da Igreja nos nossos dias: o quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).

Concílio, segundo o papa João XXIII, quis “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios”, empenhando-se para que “esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo”. A este propósito, continua sendo de importância decisiva o início da Constituição dogmática Lumen Gentium: “A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (cfr. Mc. 16,15)”.

A partir da luz de Cristo, que purifica, ilumina e santifica na celebração da sagrada liturgia (cf. Constituição Sacrosanctum Concilium) e com a sua palavra divina (cf. Constituição dogmática Dei Verbum), o Concílio quis aprofundar a natureza íntima da Igreja (cf. Constituição dogmática Lumen gentium) e a sua relação com o mundo contemporâneo (cf. Constituição pastoral Gaudium et spes). Ao redor das suas quatro Constituições, verdadeiras pilastras do Concílio, se agrupam as Declarações e os Decretos, que enfrentam alguns dos maiores desafios do tempo.

Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na assimilação (receptio) e na aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia segura do Magistério. A fim de favorecer a correta assimilação do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram amiúde o Sínodo dos Bispos , instituído pelo Servo de Deus Paulo VI em 1965, propondo à Igreja orientações claras por meio das diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.

Desde o começo do seu pontificado, o papa Bento XVI se empenhou de maneira decisiva por uma correta compreensão do Concílio, rechaçando como errônea a assim chamada “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura” e promovendo aquela que ele mesmo chamou de “’hermenêutica da reforma’”, da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos concedeu; é um sujeito que cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo porém sempre o mesmo, único sujeito do Povo de Deus a caminho”.

O Catecismo da Igreja Católica, pondo-se nesta linha, é, de um lado, “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II”, e de outro pretende favorecer a sua assimilação. O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por ocasião do vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II e para efetuar um balanço da sua assimilação, sugeriu que fosse preparado este Catecismo a fim de oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais. O Papa João Paulo II acolheu a proposta como desejo “de responder plenamente a uma necessidade verdadeira da Igreja Universal e das Igrejas particulares”. Redigido em colaboração com todo o Episcopado da Igreja Católica, este Catecismo “exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a ‘sinfonia da fé’”.

O Catecismo compreende “coisas novas e velhas (cf. Mt 13,52), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas. Para responder a esta dupla exigência, o ‘Catecismo da Igreja Católica’ por um lado retoma a ‘antiga’ ordem, a tradicional, já seguida pelo Catecismo de São Pio V, articulando o conteúdo em quatro partes: o Credo; a sagrada Liturgia, com os sacramentos em primeiro plano; o agir cristão, exposto a partir dos mandamentos; e por fim a oração cristã. Mas, ao mesmo tempo, o conteúdo é com freqüência expresso de um modo ‘novo’, para responder às interrogações da nossa época”.

Este Catecismo é “um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé.” . Nele os conteúdos da fé encontram “a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé”.
O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado no mundo de hoje, capazes de indicar a “porta da fé” a tantas pessoas que estão em busca. Esta “porta” escancara o olhar do homem para Jesus Cristo, presente no nosso meio “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Ele nos mostra como “a arte de viver” se aprende “numa relação profunda com Ele”. “Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.

Por ordem do papa Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé redigiu a presente Nota, em acordo com os Dicastérios competentes da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé , com algumas indicações para viver este tempo de graça, sem excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e os fiéis nas diversas partes do mundo.

Indicações

“Eu sei em quem pus a minha fé” (2 Tm 1, 12): esta palavra de São Paulo nos ajuda a compreender que “antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus”. A fé como confiança pessoal no Senhor e a fé que professamos no Credo são inseparáveis, se atraem e se exigem reciprocamente. Existe uma ligação profunda entre a fé vivida e os seus conteúdos: a fé das testemunhas e dos confessores é também a fé dos apóstolos e dos doutores da Igreja.

Neste sentido, as seguintes indicações para o Ano da Fé desejam favorecer tanto o encontro com Cristo por meio de autênticas testemunhas da fé, quanto o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos. Trata-se de propostas que visam solicitar, de maneira exemplificativa, a pronta responsabilidade eclesial diante do convite do Santo Padre a viver em plenitude este Ano como um especial “tempo de graça”. A redescoberta alegre da fé poderá contribuir também a consolidar a unidade e a comunhão entre as diversas realidades que compõem a grande família da Igreja.

I. Em nível da Igreja universal

1. O principal evento eclesial no começo do Ano da Fé será a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Bento XVI para o mês de outubro de 2012 e dedicada à Nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Durante este Sínodo, no dia 11 de outubro de 2012, acontecerá uma celebração solene de inauguração do Ano da Fé, recordando o qüinquagésimo aniversário de abertura do Concílio Vaticano II.

2. No Ano da Fé devem-se encorajar as romarias dos fiéis à Sé de Pedro, para ali professarem a fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, unindo-se àquele que é chamado hoje a confirmar seus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32). Será importante favorecer também as romarias à Terra Santa, lugar que por primeiro viu a presença de Jesus, o Salvador, e de Maria, sua mãe.

3. No decorrer deste Ano será útil convidar os fiéis a se dirigirem com devoção especial a Maria, figura da Igreja, que “reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé”. Assim pois deve-se encorajar qualquer iniciativa que ajude os fiéis a reconhecer o papel especial de Maria no mistério da salvação, a amá-la filialmente e a seguir a sua fé e as suas virtudes. A tal fim será muito conveniente organizar romarias, celebrações e encontros junto dos maiores Santuários.

4. A próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 oferecerá uma ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria que provém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande família da Igreja.

5. Deseja-se que sejam organizados simpósios, congressos e encontros de grande porte, também a nível internacional, que favoreçam o encontro com autênticos testemunhos da fé e o conhecimento dos conteúdos da doutrina católica. Demonstrando como também hoje a Palavra de Deus continua a crescer e a se difundir, será importante dar testemunho de que em Jesus Cristo “encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano” e que a fé “se torna um novo critério de entendimento e de ação que muda toda a vida do homem”. Alguns congressos serão dedicados à redescoberta dos ensinamentos do Concílio Vaticano II.

6. Para todos os crentes, o Ano da Fé oferecerá uma ocasião favorável para aprofundar o conhecimento dos principais Documentos do Concílio Vaticano II e o estudo do Catecismo da Igreja Católica. Isto vale de modo particular para os candidatos ao sacerdócio, sobretudo durante o ano propedêutico ou nos primeiros anos dos estudos teológicos, para as noviças e os noviços dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, bem como para aqueles que vivem um período de prova para incorporar-se a uma Associação ou a um Movimento eclesial.

7. Este Ano será a ocasião propícia para acolher com maior atenção as homilias, as catequeses, os discursos e as outras intervenções do Santo Padre. Os Pastores, as pessoas consagradas e os fiéis leigos serão convidados a um empenho renovado de efetiva e cordial adesão ao ensinamento do Sucessor de Pedro.

8. Durante o Ano da Fé, se deseja que haja várias iniciativas ecumênicas, em colaboração com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, com o fim de invocar e favorecer “a restauração da unidade entre todos os cristãos” que é “um dos principais propósitos do sagrado Concílio Ecumênico Vaticano II”. Em particular, acontecerá uma solene celebração ecumênica a fim de reafirmar a fé em Cristo por parte de todos os batizados.

9. Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma Secretaria especial para coordenar as diversas iniciativas relativas ao Ano da Fé, promovidas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou que tenham relevância para a Igreja universal. Será conveniente informar com tempo esta Secretaria sobre os principais eventos organizados: ela também poderá sugerir iniciativas oportunas a respeito. A Secretaria abrirá para tanto um site internet com a finalidade de oferecer todas as informações úteis para viver de modo eficaz o Ano da Fé.

10. Por ocasião da conclusão deste Ano, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, acontecerá uma Eucaristia celebrada pelo Santo Padre, na qual se renovará solenemente a profissão de fé.

II. Em nível das Conferências Episcopais

1. As Conferências Episcopais poderão dedicar uma jornada de estudo ao tema da fé, do seu testemunho pessoal e da sua transmissão às novas gerações, na consciência da missão específica dos Bispos como mestres e “arautos da fé”.

2. Será útil favorecer a republicação dos Documentos do Concílio Vaticano II, do Catecismo da Igreja Católica e do seu Compêndio, também em edições de bolso e econômicas, e a sua maior difusão possível com a ajuda dos meios eletrônicos e das tecnologias modernas.

3. Deseja-se um esforço renovado para traduzir os Documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica nas línguas em que ainda não existem. Encorajam-se as iniciativas de sustento caritativo para tais traduções nas línguas locais dos Países em terra de missão, onde as Igrejas particulares não podem arcar com as despesas. Tudo isto seja feito sob a guia da Congregação para a Evangelização dos Povos.

4. Os Pastores, haurindo das novas linguagens de comunicação, devem se empenhar para promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, também em nível popular e acessíveis a um grande público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, como também sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II.

5. Os Santos e os Beatos são as autênticas testemunhas da fé. Portanto será oportuno que as Conferências Episcopais se empenhem para difundir o conhecimento dos Santos do próprio território, utilizando também os modernos meios de comunicação social.

6. O mundo contemporâneo é sensível à relação entre fé e arte. Neste sentido, se aconselha às Conferências Episcopais a valorizar adequadamente, em função catequética e eventualmente em colaboração ecumênica, o patrimônio das obras de arte presentes nos lugares confiados à sua cura pastoral.

7. Os docentes nos Centros de estudos teológicos, nos Seminários e nas Universidades católicas são convidados a verificar a relevância, no exercício do próprio magistério, dos conteúdos do Catecismo da Igreja Católica e das implicações que daí derivam para as respectivas disciplinas.

8. Será útil preparar, com a ajuda de teólogos e autores competentes, subsídios de divulgação com caráter apologético (cf. 1 Pd 3, 15). Assim cada fiel poderá responder melhor às perguntas que se fazem nos diversos âmbitos culturais, ora no tocante aos desafios das seitas, ora aos problemas ligados ao secularismo e ao relativismo, ora “a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas”, como também a outras dificuldades específicas.

9. Deseja-se um controle dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uso nas Igrejas particulares, para garantir a sua conformidade plena com o Catecismo da Igreja Católica. No caso em que alguns catecismos ou subsídios não estejam em plena sintonia com o Catecismo, ou revelem algumas lacunas, poder-se-á encetar a elaboração de novos, eventualmente segundo o exemplo e a ajuda de outras Conferências Episcopais que já providenciaram à sua redação.

10. Será oportuna, em colaboração com a competente Congregação para a Educação Católica, um controle da presença dos conteúdos do Catecismo da Igreja Católica na Ratio da formação dos futuros sacerdotes e no Curriculum dos seus estudos teológicos.

III. Em nível diocesano

1. Deseja-se uma celebração de abertura do Ano da Fé e uma solene conclusão do mesmo a nível de cada Igreja particular, ocasião para “confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro”.

2. Será oportuno organizar em cada Diocese do mundo uma jornada sobre o Catecismo da Igreja Católica, convidando especialmente os sacerdotes, as pessoas consagradas e os catequistas. Nesta ocasião, por exemplo, as Eparquias orientais católicas poderiam preparar um encontro com os sacerdotes para testemunhar a sensibilidade específica e a tradição litúrgica próprias ao interno da única fé em Cristo; assim as jovens Igrejas particulares nas terras de missão poderão ser convidadas a oferecer um testemunho renovado daquela alegria na fé que tanto as caracterizam.

3. Cada Bispo poderá dedicar uma sua Carta pastoral ao tema da fé, recordando a importância do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica levando em conta as circunstâncias pastorais específicas da porção de fiéis a ele confiada.

4. Deseja-se que em cada Diocese, sob a responsabilidade do Bispo, sejam organizados momentos de catequese, destinados aos jovens e àqueles que estão em busca de um sentido para a vida, com a finalidade de descobrir a beleza da fé eclesial, e que sejam promovidos encontros com as testemunhas significativas da mesma.

5. Será oportuno controlar a assimilação (receptio) do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica na vida e na missão de cada Igreja particular, especialmente em âmbito catequético. Neste sentido se deseja um empenho renovado por parte dos Ofícios catequéticos das Dioceses, os quais – com o apoio das Comissões para a Catequese das Conferências Episcopais ; têm o dever de providenciar à formação dos catequistas no que diz respeito aos conteúdos da fé.

6. A formação permanente do clero poderá ser concentrada, especialmente neste Ano da Fé, nos Documentos do Concílio Vaticano II e no Catecismo da Igreja Católica, tratando, por exemplo, de temas como “o anúncio do Cristo ressuscitado”, “a Igreja, sacramento de salvação”, “a missão evangelizadora no mundo de hoje”, “fé e incredulidade”, “fé, ecumenismo e diálogo interreligioso”, “fé e vida eterna”, “a hermenêutica da reforma na continuidade”, “o Catecismo na preocupação pastoral ordinária”.

7. Os Bispos são convidados a organizar, especialmente no período da quaresma, celebrações penitenciais nas quais se peça perdão a Deus, também e particularmente, pelos pecados contra a fé. Este Ano será também um tempo favorável para se aproximar com maior fé e maior freqüência do sacramento da Penitência.

8. Deseja-se um envolvimento do mundo acadêmico e da cultura por uma renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, congressos e jornadas de estudo, especialmente nas Universidades católicas, mostrando “que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.

9. Será importante promover encontros com pessoas que, “embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo”, inspirando-se também nos diálogos do Pátio dos Gentios, organizados sob a guia do Conselho Pontifício para a Cultura.

10. O Ano da Fé poderá ser uma ocasião para prestar uma maior atenção às Escolas católicas, lugares próprios para oferecer aos alunos um testemunho vivo do Senhor e para cultivar a sua fé com uma referência oportuna à utilização de bons instrumentos catequéticos, como por exemplo, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ou como o Youcat.

IV. Em nível das paróquias / comunidades / associações / movimentos

1. Em preparação para o Ano da Fé, todos os fiéis são convidados a ler e meditar atentamente a Carta apostólica Porta fidei do Santo Padre Bento XVI.

2. O Ano da Fé “será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia”. Na Eucaristia, mistério da fé e fonte da nova evangelização, a fé da Igreja é proclamada, celebrada e fortalecida. Todos os fiéis são convidados a participar dela conscientemente, ativamente e frutuosamente, a fim de serem testemunhas autênticas do Senhor.

3. Os sacerdotes poderão dedicar maior atenção ao estudo dos Documentos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, tirando daí fruto para a pastoral paroquial – a catequese, a pregação, a preparação aos sacramentos – e propondo ciclos de homilias sobre a fé ou sobre alguns dos seus aspectos específicos, como por exemplo “o encontro com Cristo”, “os conteúdos fundamentais do Credo”, “a fé e a Igreja”.

4. Os catequistas poderão haurir sobremaneira da riqueza doutrinal do Catecismo da Igreja Católica e guiar, sob a responsabilidade dos respectivos párocos, grupos de fiéis à leitura e ao aprofundimento deste precioso instrumento, a fim de criar pequenas comunidades de fé e de testemunho do Senhor Jesus.

5. Deseja-se que nas paróquias haja um empenho renovado na difusão e na distribuição do Catecismo da Igreja Católica ou de outros subsídios adequados às famílias, que são autênticas igrejas domésticas e primeiro lugar da transmissão da fé, como por exemplo no contexto das bênçãos das casas, dos Batismos dos adultos, das Crismas, dos Matrimônios. Isto poderá contribuir para a confissão e aprofundimento da doutrina católica “nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre”.

6. Será oportuno promover missões populares e outras iniciativas nas paróquias e nos lugares de trabalho para ajudar os fiéis a redescobrir o dom da fé batismal e a responsabilidade do seu testemunho, na consciência de que a vocação cristã “é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado”.

7. Neste tempo, os membros dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica são solicitados a se empenhar na nova evangelização, com uma adesão renovada ao Senhor Jesus, pela contribuição dos próprios carismas e na fidelidade ao Santo Padre e à sã doutrina.

8. As Comunidades contemplativas durante o Ano da Fé dedicarão uma intenção de oração especial para a renovação da fé no Povo de Deus e para um novo impulso na sua transmissão às jovens gerações.

9. As Associações e os Movimentos eclesiais são convidados a serem promotores de iniciativas específicas, as quais, pela contribuição do próprio carisma e em colaboração com os Pastores locais, sejam inseridas no grande evento do Ano da Fé. As novas Comunidades e os Movimentos eclesiais, de modo criativo e generoso, saberão encontrar os modos mais adequados para oferecer o próprio testemunho de fé ao serviço da Igreja.

10. Todos os fiéis, chamados a reavivar o dom da fé, tentarão comunicar a própria experiência de fé e de caridade dialogando com os seus irmãos e irmãs, também com os das outras confissões cristãs, com os seguidores de outras religiões e com aqueles que não crêem ou são indiferentes. Deste modo se deseja que todo o povo cristão comece uma espécie de missão endereçada aqueles com os quais vive e trabalha, com consciência de ter recebido “a mensagem da salvação para a comunicar a todos”.

Conclusão

A fé “é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo”. A fé é um ato pessoal e ao mesmo tempo comunitário: é um dom de Deus que deve ser vivenciado na grande comunhão da Igreja e deve ser comunicado ao mundo. Cada iniciativa para o Ano da Fé quer favorecer a alegre redescoberta e o testemunho renovado da fé. As indicações aqui oferecidas têm o fim de convidar todos os membros da Igreja ao empenho a fim de que este Ano seja a ocasião privilegiada para partilhar aquilo que o cristão tem de mais caro: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, “autor e consumador da fé” (Heb 12, 2).

Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania do Senhor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A FIGURA DO BOM PASTOR

9 de Janeiro
Santo André Corsini, Bispo
(Memória facultativa na OCD)

Nascido em Florença, no início do século XIV, fez-se carmelita no convento de sua cidade. Em 1348, foi nomeado Provincial da Toscana pelo Capítulo Geral celebrado em Metz. No dia 13 de outubro de 1349, foi eleito bispo de Fiésole. Governou a Diocese com grande caridade; distinguiu-se pelo seu zelo apostólico, pela prudência e AMOR aos pobres. Morreu a 6 de janeiro de 1374.

Ofício das Leituras (Liturgia das Horas-OCD)

Segunda Leitura
da Regra Pastoral de São Gregório Magno, Papa

A Figura do Bom Pastor

A vida espiritual e a morte às paixões da carne, o desprezo do sucesso e a coragem nas adversidades, o desejo dos bens interiores são os requisitos indispensáveis para que o eleito se torne modelo de vida para os outros. Para isso, são necessários a harmonia e o equilíbrio de corpo e alma, já que a fraqueza e o orgulho impedem o desenvolvimento ordenado do trabalho apostólico. O eleito não deve cobiçar os bens alheios, mas antes, ser generoso com os próprios. O vivo senso da piedade leve-o a inclinar-se ao perdão, sem, no entanto, descurar dos interesses da justiça. Que não se manche jamais com uma culpa moral, mas chore, como próprias as faltas alheias. Que saiba compadecer-se dos fracos, pela bondade do coração e se congratule com o bem realizado por outrem, como se tratasse de seu proveito pessoal. Que se torne imitável sem ter jamais de que se envergonhar perante os outros, nem mesmo com referência ao passado. Sua vida seja tal, que possa irrigar, com sua doutrina simples, os corações empedernidos. Pela assídua prática da oração, aprenda, por experiência, o meio que lhe obterá do Senhor tanto quanto espera, podendo considerar como dirigidas a si as palavras do profeta: Enquanto estiveres ainda a rezar, direi: "Eis-me aqui!"
Suponhamos que alguém nos pedisse para intercedermos em seu próprio favor junto a um poderoso, desconhecido, irado contra ele. Não hesitaríamos em declarar a nossa impossibilidade, justamente por não se tratar de pessoa de nossas releções. Portanto, se alguém se recusa a interceder por outro porque não o conhece, como terá coragem de interceder junto a DEUS pelo seu povo quem não possui os méritos de uma vida santa? Ou, como se atreve a implorar do Senhor Misericórdia para os demais quem ignora estar reconciliado?

Antífona
O Reino de DEUS é justiça, paz e alegria no Espírito Santo; quem serve a CRISTO nestas coisas é bem aceito por DEUS e estimado pelos homens.

Oração
Ó DEUS, revelastes que os pacíficos serão chamados vossos filhos; nós vos pedimos, pela intercessão de Santo André, admirável obreiro da Paz, que nos façais restabelecer, quanto antes, aquela Justiça que unicamente pode afiançar uma Paz sólida e verdadeira. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém!

BATISMO DO SENHOR

NESTE DIA OS CÉUS SE ABREM ,O MAR SALGADO SE FAZ DOCE,A TERRA EXULTA DE ALEGRIA E AS MONTANHAS REJUBILAM,PORQUE O SENHOR É BATIZADO NO JORDÃO POR JOÃO BATISTA!
JESUS É PROCLAMADO FILHO QUERIDO E AMADO POR DEUS !!!
ASSUME SUA MISSÃO RECEBIDA DO PAI!!!!


"CRISTO É ILUMINADO NO BATISMO ,RECEBEMOS COM ELE A LUZ;CRISTO É BATIZADO, DESÇAMOS COM ELE ÀS ÁGUAS PARA COM ELE SUBIRMOS"...
PERMANECEI INTEIRAMENTE PUROS E PURIFICAI-VOS SEMPRE MAIS...SEDE COMO LUZES NO MUNDO,ISTO É ,COMO UMA FORÇA VIVIFICANTE PARA OS OUTROS HOMENS. PERMANECENDO COMO LUZES PERFEITAS DIANTE DA GRANDE LUZ ,SEREIS INUNDADOS PELO ESPLENDOR DESSA LUZ QUE BRILHA NO CÉU E ILUMINADOS COM MAIOR PUREZA E FULGOR PELA TRINDADE".
 (DOS SERMÕES DE SÃO GREGÓRIO DE NAZIANZO,BISPO)

A LITURGIA DE HOJE DEVE NOS LEVAR A RECORDAR O NOSSO BATISMO ,SACRAMENTO QUE NOS COLOCA DIANTE DA GRANDEZA DE NOSSA VOCAÇÃO CRISTÃ.
O BATISMO NOS MERGULHA NO CORAÇÃO DO MUNDO E NOS FAZ IRMÃOS(ÃS) DE CADA SER HUMANO ,À SEMELHANÇA DE DEUS.


O ESPÍRITO SANTO QUE  EM NÓS FOI DERRAMADO NO NOSSO BATISMO ARDE E NOS AQUECE ,TORNANDO-NOS CAPAZES ASSUMIR NOSSA MISSÃO COM ESPERANÇA!!!
PELO BATISMO ,TEMOS O ESPÍRITO SANTO EM NOSSA COMPANHIA E PRESENÇA!!!
DEVEMOS ESTAR CONSCIENTES DESTA REALIDADE QUE NOS AJUDA E INSPIRA A TER ESPERANÇA DE UM MUNDO NOVO!!!
SEJAMOS A CADA DIA DESTE NOVO ANO ,FERMENTO,SAL E LUZ!!!!

AMANHÃ TERMINA O TEMPO DO NATAL E INICIAMOS O TEMPO COMUM TAMBÉM DENOMINADO "TEMPO DURANTE O ANO!

COM MEU CARINHO 
MARIA EDUARDA

sábado, 7 de janeiro de 2012

EPIFANIA DO SENHOR!!



O MISTÉRIO ESCONDIDO DESDE OS SÉCULOS ,AGORA ENTRE NÓS SE MANIFESTA!


OS MAGOS GUIADOS POR UMA ESTRELA, ENCONTRAM A CRIANÇA E PRESTAM-LHE HOMENAGEM.


TODOS NÓS ,NO DIA DE HOJE ,DEVEMOS RENDER GRAÇAS A DEUS PAI PELA MANIFESTAÇÃO DE SEU FILHO, JESUS,QUE  TROUXE A SALVAÇÃO PARA TODOS OS POVOS!!!!


DESPONTOU A TUA LUZ ,JERUSALÉM, E A GLÓRIA DO SENHOR TE ILUMINOU.
OS POVOS ANDARÃO DA TUA LUZ!ALELUIA!
CELEBRAR A EPIFANIA SIGNIFICA PROCLAMAR QUE ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS E PODE SER ENCONTRADO POR TODOS OS QUE O PROCURAM!



"QUANDO ENTRARAM NA CASA ,VIRAM O MENINO COM MARIA ,SUA MÃE .
AJOELHARAM-SE DIANTE DELE E O ADORARAM!DEPOIS ABRIRAM SEUS PRESENTES E LHE OFERECERAM :OURO ,INCENSO E MIRRA!"(MT 2 ,11)

JESUS VEIO TRAZER A BOA NOVA PARA TODOS:A PAZ PARA OS DE PERTO ,A PAZ PARA OS DE LONGE!

SENHOR ,GUIAI-NOS SEMPRE E POR TODA PARTE COM A SUA LUZ CELESTE!!!!



OS REIS DE TODA TERRA HÃO DE ADORÁ-LO E TODAS AS NAÇÕES HÃO DE SERVI-LO!

CRISTO ,LUZ DA LUZ,ILUMINAI ESTE ANO QUE INICIAMOS!!!!


UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS !!!!
LEVANTEMOS OS OLHOS PARA ONDE SE ENCONTRA A LUZ QUE ILUMINA OS NOSSOS CAMINHOS!!!
ACOLHAMOS COM FÉ E AMOR ESTE MISTÉRIO QUE HOJE CELEBRAMOS!
POSSAMOS ESPALHAR ESTE AMOR POR ONDE PASSARMOS!
NADA DEVE IMPEDIR NOSSA CAMINHADA AO ENCONTRO DELE!!!!
ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!!!!!
SOMOS CONVOCADOS A TORNAR O MUNDO MAIS HUMANO E FRATERNO!

MEU ABRAÇO 
MARIA EDUARDA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Humanismo teresiano – Homilia do P. Jeremias na Solenidade de Santa Teresa

Pelo seu modo de ser e de viver sempre se falou do humanismo teresiano. Tem-se apresentado Teresa de Jesus como uma mulher muito humano e respeitadora da dignidade humana e muito suave nas questões de penitências, das mortificações, mas o que não se tem feito é unir este humanismo Teresiano a uma corrente de pensamento que já estava muito espalhada na sua época… Ouçamos com atenção estas palavras que o P. Jeremias Vechina, Carmelita Descalço, proferiu na homilia da Solenidade de Santa Teresa.




Audio:

clique no link abaixo para ouvir a palestra na íntegra!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Beato Ciríaco Elias Chavara - amigo dos pobres


"O dia em que você não fizer algum bem aos outros, esse dia não será computado nos dias de sua vida."
(Beato Ciríaco Elias Chavara - amigo dos pobres)

Ontem foi o dia da Memória Facultativa do Beato Ciríaco Elias Chavara, Presbítero OCD.
Sei que foi ontem sua memória, mas posto hoje, uma breve nota redigida pelo Pe.Leopoldo Beccaro, que foi missionário carmelita e diretor espiritual desse beato carmelitano. Pois seu exemplo de vida foi tão bonito, principalmente para nós que seguimos e vivemos a espiritualidade carmelitana, como também para muitos sacerdotes e cristãos do mundo atual.

(Lutou sem descanso contra a difusão do cisma)
"Hoje, terça feira, dia 3 de janeiro de 1871, às sete e um quarto da manhã, o padre Ciríaco Elias da Sagrada Família, primeiro prior, falaceu, depois de uma vida de singular inocência. Pôde declarar, antes da morte, que nunca perdeu a Graça Batismal. Cultivou com afinco as virtudes, particularmente, a simplicidade de coração, a fé viva, a entranhável obediência bem como a devoção ao Santíssimo Sacramento, à Bem Aventurada Virgem Maria e a São José. Passou por muitos trabalhos em benefício dos cristãos de Malabar, principalmente, por ocasião do cisma de Mar Rokos. Foi então quando, designado vigário geral da Igreja sírio malabar, demonstrou sua extraordinária devoção à Santa Sé. Lutou sem descanso contra a difusão daquele cisma e, assim, pôde salvar da cisão eclesial não menos de quarenta comunidades paroquiais. Por esse motivo, o Romano Pontífice, sumamente agradecido, escreveu-lhe uma carta de felicitação, assinada de próprio punho. Ele foi o fundador e primeiro prior dos Carmelitas Terceiros de Malabar. Erigiu também um Instituto religioso feminino à custa de superar enormes dificuldades. Devido às virtudes que o adornaram, a seus conhecimentos científicos e ao domínio da língua siríaca, gozou de notável ascendente no povo sírio malabar, sem excluir os nestorianos e pagãos. Suportou, durante dois anos, uma enfermidade incurável com espírito de total abnegação, ou melhor com alegria cristã.
Não sentia afeição desordenada às coisas da terra, desapego que se tornou patente, de modo muito claro, no fim dos seus dias. Depois de receber os sacramentos com uma piedade e devoção fora do comum, exalou seu último suspiro irradiando uma espécie de gozo celestial, no meio das lágrimas de seus filhos espirituais ali presentes e, sobretudo, das minhas (eu o conhecia como a minha própria pessoa). Tinha 65 anos de idade. Foi sepultado na igreja de Santa Filomena de Koonammavu. Alma santa e bela, rogai por mim."
(Pe. Leopoldo Beccaro - ofícios próprios da Liturgia das Horas - OCD)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TERESA DE JESÚS - Cap. 1 (1 6) FUNDAÇÕES

frei leandro fala sobre o livro das fundações de santa teresa

Para um ano novo mais feliz

Texto publicado na Adital, 26/12/2011
Para um ano novo mais feliz
"O vento sopre suave em teus ombros. Que o sol brilhe suavemente sobre o teu rosto, as chuvas caiam serenas onde vives. E até que eu te encontre de novo, Deus te guarde na palma de sua mão"

Marcelo Barros - Monge beneditino e escritor.

O desejo é uma palavra mágica. Quando desejamos com força interior, emitimos uma energia misteriosa que nos impulsiona para o compromisso de realizarmos aquilo que desejamos. Isso pode ter conseqüências concretas para as pessoas e para o mundo. Nesses dias, há quem diga aos amigos e amigas "feliz ano novo" como mera formalidade. Entretanto, o mundo e nosso continente necessitam muito de que 2012 seja um ano mais feliz e de paz para cada um de nós e para nossa pátria grande. Por isso, quem almeja de coração os melhores votos de ano novo precisa saber como transformar o seu desejo em caminho positivo que construa um futuro novo e melhor.
Quando eu era menino, as pessoas acreditavam muito no poder do olhar. Diziam que existe o olhar bom que emite energia positiva e existe o mau olhado que provoca problemas. As vizinhas gostavam de contar histórias de uma visita que receberam. A mulher gostou da planta ornamental que havia no terraço da casa. Olhou-a com inveja. No dia seguinte, a planta que estava viçosa e florescente, amanheceu seca e murcha. As antigas culturas e religiões crêem na força da palavra. Em algumas religiões, as palavras curam ou, ao contrário, podem matar. Na Bíblia, vários salmos pedem a Deus que nos proteja das pessoas que, com sua palavra, podem provocar males como doenças e tragédias ecológicas (Cf. Sl 6, 39, etc). Essa cultura de pessoas que amaldiçoam vinha de Sumer, onde havia rituais de Shurpu, maldições comuns em algumas culturas populares que não tinham outra força além da palavra. No tempo da escravidão, um senhor de engenho mandava dizer a um escravo que, naquela noite mandasse a sua filha de menor idade à casa grande. O negro já sabia quais as intenções do senhor. Ele não tinha outro recurso do que a ameaça de uma maldição, principalmente se o senhor acreditasse que o despacho lhe faria mal. De fato, a própria Bíblia diz que a maldição de um empobrecido é ouvida e atendida por Deus (Cf. Eclo 4, 6). No Novo Testamento, a carta de Pedro insiste que temos a vocação de abençoar e não de maldizer. Somos chamados para invocar o bem sobre as pessoas e o universo (1 Pd 3, 9).
A palavra é eficaz quando nasce no mais profundo do coração e é precedida pela prática da vida. A Bíblia diz que é como uma espada de dois gumes que penetra até as entranhas (Hb 4). Isaías compara a palavra de Deus com a chuva que cai, molha a terra. E não volta ao céu sem ter cumprido sua missão de fecundar e produzir o grão (Is 55). O Mahatma Gandhi ensinava: "Comece por você mesmo a mudança que deseja para o mundo". Somente pelo fato de desejar, não temos a força para transformar organizações e sistemas do mundo, mas podemos sim colaborar para que se façam as condições necessárias para que elas mudem. Então, que você expresse para os seus e para todos o desejo de um feliz ano novo, através de um verdadeiro compromisso social, solidário e renovador. Então se tornarão verdadeiras em sua vida, as palavras de uma antiga bênção irlandesa: "O vento sopre suave em teus ombros. Que o sol brilhe suavemente sobre o teu rosto, as chuvas caiam serenas onde vives. E até que eu te encontre de novo, Deus te guarde na palma de sua mão".

domingo, 1 de janeiro de 2012

SOLENIDADE DE SANTA MARIA ,MÃE DE DEUS

CELEBREMOS A MATERNIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA :AO CRISTO ,SEU FILHO, ADOREMOS!


NESTE PRIMEIRO DIA DO NOVO ANO, ENTREGUEMOS AO SENHOR NOSSA CAMINHADA, PEDINDO A INTERCESSÃO DE MARIA, NOSSA MÃE.


VIRGEM SANTA E IMACULADA,EU NÃO SEI COM QUE LOUVORES PODEREI ENGRANDECER-VOS!
POIS AQUELE A QUEM OS CÉUS NÃO PUDERAM ABRANGER,REPOUSOU EM VOSSO SEIO.
SEJA BENDITA ENTRE AS MULHERES E BENDITO É  O FRUTO DE VOSSO VENTRE.


"QUANDO MINHA MÃE MORREU ...CORRI AFLITA A UMA IMAGEM DE NOSSA SENHORA E SUPLIQUEI-LHE COM MUITAS LÁGRIMAS QUE ME SERVISSE DE MÃE.
CREIO QUE ESTA PRECE ,FEITA COM SIMPLICIDADE ,ME TEM VALIDO,POIS SEMPRE ENCONTREI ESSA VIRGEM SOBERANA CADA VEZ QUE A INVOQUEI ...(SANTA TERESA DE JESUS V.1,7)


"CANTA DE ALEGRIA,CIDADE DE SIÃO;REJUBILA ,POVO DE ISRAEL!
ALEGRA-TE E EXULTA DE TODO O CORAÇÃO ,CIDADE DE JERUSALÉM!
O REI DE ISRAEL É O SENHOR ,ELE ESTÁ NO MEIO DE TI"(SOFONIAS 3,14.15B)


BENDITO O VENTRE QUE VOS TROUXE E OS SEIOS QUE SUGASTES,Ó SENHOR E SALVADOR! ALELUIA,ALELUIA.


FILHO DA VIRGEM MARIA ,ATENDEI-NOS E NESTE ANO QUE INICIAMOS. PEDIMOS HUMILDEMENTE ,A GRAÇA DE SEGUIRMOS O CAMINHO DA PAZ!!!!!


QUANDO  CELEBRAMOS O  DIA MUNDIAL DA PAZ, PEÇAMOS TAMBÉM A PAZ PARA TODOS OS POVOS!!!!!
A TODOS MEUS IRMÃOS E IRMÃS DESEJO UM ANO COM MUITO AMOR E ALEGRIA!!!! 
QUE ELE NOS DÊ UM CORAÇÃO PURO E SINCERO PARA ESCUTAR FIELMENTE A SUA PALAVRA!!!!
QUE POSSAMOS PROCLAMAR COM FÉ E CORAGEM ,ILUMINADOS POR SUA PRESENÇA A SUA PALAVRA DE SALVAÇÃO!!!!
QUE EM NOSSAS COMUNIDADES -GRUPOS  REINE : COMPREENSÃO , UNIÃO,  FRATERNIDADE, CARINHO , PERDÃO , MISERICÓRDIA, DESEJO DE CRESCIMENTO, ACOLHIMENTO ,ACEITAÇÃO ENFIM TUDO DE BOM!!!!
BUSQUEMOS NOSSA FORÇA E ALEGRIA EM JESUS!!!!!
OBRIGADA PELA PRESENÇA DE VOCÊS NA MINHA VIDA!!!!!
FELIZ ANO NOVO!!!!!
FELIZ 2012!!!!!
MARIA EDUARDA 






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