A realização do
Sonho de Deus: nasce o Filho Eterno Humanado.
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| 25 de dezembro: A Natividade do Senhor |
Que coisa bonita
é o nascimento de uma criança esperada com amor por seus pais! Que emoção ver
aquele ser tão desejado e aguardado por toda a família abrindo seus
pulmõezinhos com seu primeiro choro! Como são fáceis, nos olhos dos pais, as
lágrimas com o nascimento do bebê! Ora, se tais emoções acontecem conosco, que
somos pecadores, o que não terá se passado nos corações puríssimos dos santos
esposos Maria e José?
Imagino como aqueles dois corações palpitavam de alegria na expectativa
do nascimento do Filho de Deus prometido! Como bons judeus que eram, suspiravam
pela vinda do Messias Senhor, que libertaria o povo israelita e todo o mundo do
jugo do pecado. Como excelentes pais, choravam emocionados ao presenciarem dia-a-dia
o ventre venturoso de Maria que ganhava volume com o desenvolvimento do
Santíssimo Deus-Menino.
Aproximavam-se os dias do parto. Maria, que conhecia muito bem as
Sagradas Escrituras, sabia que algo aconteceria para que seu Filho não nascesse
em Nazaré. O profeta Miquéias (Miquéias 5, 2) já havia previsto que o Messias nasceria em Belém, cidade natal do rei
Davi. São José possivelmente desconhecia tal "imprevisto". Creio que o
santo pai já havia preparado o bercinho de Jesus e tudo necessário, em sua pobreza
e simplicidade, para que Jesus nascesse ao menos com alguma dignidade.
Porém, o que Nossa Senhora já previa realmente aconteceu. Faltando
poucos dias para o nascimento do Senhor, o imperador romano César Augusto
decidiu que todo o povo israelita deveria se apresentar em suas cidades de
origem para a realização de um censo.
Ó Jesus, como o coração de vosso santo pai José deve ter apertado de
dor! Todos seus planos e preparativos ruíram “por água abaixo”. E Maria? Como nossa Mãe, ciente da vontade divina,
deve ter feito atos insignes de submissão e aceitação dessa mesma vontade! Tudo
o que previa as Sagradas Escrituras se encaminhava para seu devido cumprimento.
Conhecemos de cor todos os fatos ocorridos naquela santa noite em Belém.
Não vou alongar-me descrevendo-os. Gostaria apenas que vocês, caros irmãos,
fizessem agora uma pausa na leitura deste livro e novamente lessem as
maravilhas narradas por São Mateus (Mateus 1 - 2) e São Lucas (Lucas 2).
Nunca cessemos de agradecer ao Deus do Céu e da Terra, nosso Pai, pelo
dom de seu Filho Unigênito, Jesus Cristo: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único,
para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3,16).
Quem é pai ou mãe conhece a emoção que se sente com o nascimento de um
filho ou de uma filha. Podemos até imaginar a alegria e emoção de Maria
Santíssima e de São José com a vinda de Jesus. O que jamais alcançaremos, no
entanto, é a compreensão de todo o amor, ternura e felicidade que Deus Pai sentiu
com o nascimento do seu Unigênito em Belém de Judá. Não falo propriamente do
amor que o Pai sentia naquele momento pela Pessoa do Verbo divino, mas falo do
amor que o Pai sentiu ao contemplar a Santíssima Humanidade de Cristo, isto é,
o pequeno Menino Jesus.
No Filho Humanado, o Pai colocou "todas as suas complacências" (Mateus 3,
17; Lucas 3, 22), isto é, todo o seu infinito amor. Alguém poderá
atingir a compreensão disso? Jamais! Também como homem, Jesus era seu Filho
querido, amado, esperado e sonhado! Era o tudo do Pai! Seu sonho! Sim! Jesus
era o sonho de Deus Pai! Tudo no qual Ele pensara desde toda a eternidade! Todo
seu afeto, seu Coração de Pai e seu infinito Amor estavam voltados para a
Pessoa e a humanidade do Filho Jesus.
Ai, meu Deus! Como
vos é agradável que amemos vosso Filho Jesus! Como vos é agradável que O
ouçamos e sigamos seus conselhos e exemplos! Condicionastes nossa salvação
eterna ao seguimento do Filho revelado e doado ao mundo como seu único Salvador
e Redentor. Atraí-nos para o Filho, ó Pai! Dai-nos a graça de seguirmos a
Jesus, conforme foi revelado por meio do santo evangelista: “Ninguém pode vir a mim, se
por meu Pai não lhe for concedido” (João 6, 65).
Salvai-nos, ó
Pai, por meio do Filho! Que a leitura e meditação deste pequeno livro possam
nos conduzir a amar mais Jesus! Sim! Quero e desejo amar a Jesus como ele
merece ser amado. Como quereis que O amemos, ó Pai!
Obrigado, Pai!
Obrigado por Jesus! Obrigado por nos terdes dado Jesus! Obrigado por todo o
vosso sacrifício ao entregardes vosso Filho Único para que morresse por nós
pregado em uma cruz! Perdoai-nos toda a nossa tibieza e ingratidão. Misericórdia!
Misericórdia!

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