sábado, 22 de dezembro de 2012


A realização do Sonho de Deus: nasce o Filho Eterno Humanado.

25 de dezembro: A Natividade do Senhor
 Que coisa bonita é o nascimento de uma criança esperada com amor por seus pais! Que emoção ver aquele ser tão desejado e aguardado por toda a família abrindo seus pulmõezinhos com seu primeiro choro! Como são fáceis, nos olhos dos pais, as lágrimas com o nascimento do bebê! Ora, se tais emoções acontecem conosco, que somos pecadores, o que não terá se passado nos corações puríssimos dos santos esposos Maria e José?
Imagino como aqueles dois corações palpitavam de alegria na expectativa do nascimento do Filho de Deus prometido! Como bons judeus que eram, suspiravam pela vinda do Messias Senhor, que libertaria o povo israelita e todo o mundo do jugo do pecado. Como excelentes pais, choravam emocionados ao presenciarem dia-a-dia o ventre venturoso de Maria que ganhava volume com o desenvolvimento do Santíssimo Deus-Menino.
Aproximavam-se os dias do parto. Maria, que conhecia muito bem as Sagradas Escrituras, sabia que algo aconteceria para que seu Filho não nascesse em Nazaré. O profeta Miquéias (Miquéias 5, 2) já havia previsto que o Messias nasceria em Belém, cidade natal do rei Davi. São José possivelmente desconhecia tal "imprevisto". Creio que o santo pai já havia preparado o bercinho de Jesus e tudo necessário, em sua pobreza e simplicidade, para que Jesus nascesse ao menos com alguma dignidade.
Porém, o que Nossa Senhora já previa realmente aconteceu. Faltando poucos dias para o nascimento do Senhor, o imperador romano César Augusto decidiu que todo o povo israelita deveria se apresentar em suas cidades de origem para a realização de um censo.
Ó Jesus, como o coração de vosso santo pai José deve ter apertado de dor! Todos seus planos e preparativos ruíram “por água abaixo”.  E Maria? Como nossa Mãe, ciente da vontade divina, deve ter feito atos insignes de submissão e aceitação dessa mesma vontade! Tudo o que previa as Sagradas Escrituras se encaminhava para seu devido cumprimento.
Conhecemos de cor todos os fatos ocorridos naquela santa noite em Belém. Não vou alongar-me descrevendo-os. Gostaria apenas que vocês, caros irmãos, fizessem agora uma pausa na leitura deste livro e novamente lessem as maravilhas narradas por São Mateus (Mateus 1 - 2) e São Lucas (Lucas 2).
Nunca cessemos de agradecer ao Deus do Céu e da Terra, nosso Pai, pelo dom de seu Filho Unigênito, Jesus Cristo: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3,16).
Quem é pai ou mãe conhece a emoção que se sente com o nascimento de um filho ou de uma filha. Podemos até imaginar a alegria e emoção de Maria Santíssima e de São José com a vinda de Jesus. O que jamais alcançaremos, no entanto, é a compreensão de todo o amor, ternura e felicidade que Deus Pai sentiu com o nascimento do seu Unigênito em Belém de Judá. Não falo propriamente do amor que o Pai sentia naquele momento pela Pessoa do Verbo divino, mas falo do amor que o Pai sentiu ao contemplar a Santíssima Humanidade de Cristo, isto é, o pequeno Menino Jesus.
No Filho Humanado, o Pai colocou "todas as suas complacências" (Mateus 3, 17; Lucas 3, 22), isto é, todo o seu infinito amor. Alguém poderá atingir a compreensão disso? Jamais! Também como homem, Jesus era seu Filho querido, amado, esperado e sonhado! Era o tudo do Pai! Seu sonho! Sim! Jesus era o sonho de Deus Pai! Tudo no qual Ele pensara desde toda a eternidade! Todo seu afeto, seu Coração de Pai e seu infinito Amor estavam voltados para a Pessoa e a humanidade do Filho Jesus.
Ai, meu Deus! Como vos é agradável que amemos vosso Filho Jesus! Como vos é agradável que O ouçamos e sigamos seus conselhos e exemplos! Condicionastes nossa salvação eterna ao seguimento do Filho revelado e doado ao mundo como seu único Salvador e Redentor. Atraí-nos para o Filho, ó Pai! Dai-nos a graça de seguirmos a Jesus, conforme foi revelado por meio do santo evangelista: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido” (João 6, 65).
Salvai-nos, ó Pai, por meio do Filho! Que a leitura e meditação deste pequeno livro possam nos conduzir a amar mais Jesus! Sim! Quero e desejo amar a Jesus como ele merece ser amado. Como quereis que O amemos, ó Pai!
Obrigado, Pai! Obrigado por Jesus! Obrigado por nos terdes dado Jesus! Obrigado por todo o vosso sacrifício ao entregardes vosso Filho Único para que morresse por nós pregado em uma cruz! Perdoai-nos toda a nossa tibieza e ingratidão. Misericórdia! Misericórdia!

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