quinta-feira, 12 de setembro de 2013

BEATA MARIA DE JESUS, VIRGEM-(Memória na OCD)
Chamo eu de meditação discorrer muito com o intelecto, desta maneira: começamos a pensar na graça que Deus nos fez em nos dar seu único Filho. Sem nos determos, vamos diante, percorrendo os mistérios de sua gloriosa vida. Ou, meditando na oração do Horto, o intelecto não para até ver o Senhor pregado na cruz. Ou escolhemos um passo da paixão, como por exemplo a prisão do Senhor, e vamos pensando nesse mistério, considerando detalhadamente as circunstâncias que se nos oferecem nele para refletir e para sentir, como a traição de Judas, a fuga dos apóstolos e tudo mais. Admirável é essa oração e muito meritória! Não é possível que uma se esqueça de que recebeu tantas graças de Deus e perca a lembrança das inúmeras provas de amor, tão preciosas, vivas centelhas capazes de abrasá-la mais no amor que tem a Nosso Senhor, se se de detém nesses mistérios e os traz presentes muitas vezes, especialmente quando a Igreja Católica os celebra. A companhia do bom Jesus é excelente. Não havemos de apartar-nos dele e de sua Mãe sacratíssima. Não quero bem algum que não seja adquirido por meio daquele Senhor de quem nos vieram todos os bens. O mesmo Senhor diz: Ninguém subirá a meu Pai senão por mim. Ora, se nunca pusermos os olhos nele, nem considerarmos o quanto lhe devemos, nem a morte que por nós padeceu, não sei como o poderemos conhecer e trabalhar no seu serviço. A fé sem as obras, que valor pode ter? E estas, se não estiverem unidas aos merecimentos de Jesus Cristo, nosso bem, o que valerão? Sem as orações, a reflexão, a meditação, quem nos estimulará a amar este Senhor?
(Do livro Moradas de Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja.)
Bibliografia: (Ofícios próprios da liturgia das horas da Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 2° edição. São Paulo, 2000, p. 200-201.)

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