Cor litúrgica: branca
SANTO ANDRÉ CORSINI, Bispo de nossa Ordem - Ofício próprio da memória facultativa na OCD - Comum dos pastores: para bispos
Leituras próprias: Is 61, 1-3a - Sl 88 - Mt 23, 8-12
Laudes - Lit. das Horas: 1255 - 794 -1256
Laudes - Oração das Horas: 1523 - 932 1525
I Vésperas - Lit. das Horas: 565 - 496
I Vésperas - Oração das Horas - 263 - 235
"Quem for o maior entre vós, será vosso servo"
O capítulo 23 de Mateus enfatiza uma série de críticas de Jesus dirigidas aos escribas e fareseus. A cegueira deles consistia em não saber distinguir o importante do secundário.
"Deus conduz cada um por uma via particular: um chega facilmente e mais depressa do queo outro. O que podemos fazer é sempre pouco em comparação com o que nos é dado. Mas, esse pouco devemos fazer, isto é, rezar insistentemente para que quando nos for indicado o caminho, caibamos corresponder à graça, sem resistência."
(Edith Stein)
(Edith Stein)
SANTOS DO DIA
Santo André Corsini (1301-1374)
Foi um religioso carmelita italiano. Nasceu no século XIV, dentro de uma família muito conhecida em Florença: a família Corsini. Nasceu no ano de 1302. Seus pais, Nicolau e Peregrina não podiam ter filhos, mas não desistiam, estavam sempre rezando nesta intenção até que veio esta graça e tiveram um filho. O nome: André.
Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e decepções para seus pais que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionava tanto e feria a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora ele orava, orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o provencial carmelita que queria entrar para a vida religiosa. Não se sabe, ao certo, se foi imediatamente ou fez um caminho vocacional, o fato é que entrou para a vida religiosa na obediência às regras, na vida de oração e penitência. Ele foi crescendo nessa liberdade, que é dom de Deus para o ser humano.
Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre centrado em Cristo.
Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre e como tal continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido; ao ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança apareceu no meio do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos.
Abraçou a vida religiosa em Florença, sua cidade natal. Em 1348 foi nomeado Provincial da Toscana pelo Capítulo Geral celebrado em Metz. Em 13 de Outubro de 1349 foi nomeado bispo de Fiesole pelo Papa Clemente VI. Governou a Diocese com grande caridade. Distinguiu-se pelo zelo apostólico, prudência e amor em relação aos pobres. Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo bispo. Até que em 1373, no dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. No dia da Epifania do Senhor, ele entrou para o céu. Morreu a 6 de janeiro de 1374. Foi canonizado em 29 de abril de 1629.
Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e decepções para seus pais que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionava tanto e feria a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora ele orava, orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o provencial carmelita que queria entrar para a vida religiosa. Não se sabe, ao certo, se foi imediatamente ou fez um caminho vocacional, o fato é que entrou para a vida religiosa na obediência às regras, na vida de oração e penitência. Ele foi crescendo nessa liberdade, que é dom de Deus para o ser humano.
Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre centrado em Cristo.
Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre e como tal continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido; ao ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança apareceu no meio do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos.
Abraçou a vida religiosa em Florença, sua cidade natal. Em 1348 foi nomeado Provincial da Toscana pelo Capítulo Geral celebrado em Metz. Em 13 de Outubro de 1349 foi nomeado bispo de Fiesole pelo Papa Clemente VI. Governou a Diocese com grande caridade. Distinguiu-se pelo zelo apostólico, prudência e amor em relação aos pobres. Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo bispo. Até que em 1373, no dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. No dia da Epifania do Senhor, ele entrou para o céu. Morreu a 6 de janeiro de 1374. Foi canonizado em 29 de abril de 1629.
Oração
Ó Deus, revelaste que os pacíficos serão chamados vossos filhos; nós vos pedimos, pela intercessão de santo André, admirável obreiro da paz, que nos façais restabelecer, quanto antes, aquela justiça que unicamente pode afiançar uma paz sólida e verdadeira. Por nosso Senor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
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Santo Adriano de Cantuária, abade, +710
Nasceu na África e morreu em Canterbury (Cantuária), em 710. Enquanto era abade num mosteiro próximo de Monte Cassino, Adriano foi duas vezes convidado pelo papa São Vitalino a ocupar o arcebispado de Canterbury. Declinou a oferta nas duas ocasiões; na segunda vez, no entanto, sugeriu o nome do monge grego Teodoro (Teodoro de Cantuária) para ocupar o cargo. O papa concordou, mas impôs como condição que Adriano acompanhasse o novo arcebispo à Inglaterra. Partiram ambos em 668, mas chegaram a Canterbury separados, depois de longos atrasos pelo caminho. Na Inglaterra, Adriano ficou instalado na abadia de São Pedro e São Paulo (depois abadia de Santo Agostinho). Possuía profundos conhecimentos sobre a Bíblia, era administrador experiente e um erudito em grego e latim. Sob sua direção, a escola monástica de Canterbury passou a exercer profunda e ampla influência. Na escola, a par das disciplinas religiosas, eram ensinados astromonia, poesia e cálculo de calendário. São Beda afirma que alguns alunos sabiam latim e grego tão bem quanto inglês. Adriano auxiliou o seu arcebispo em várias tarefas pastorais e não há dúvida de que o florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele. Santo Adriano foi enterrado na igreja de seu mosteiro.




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