Cor litúrgica: branca
Ofício festivo próprio
Leituras: Is 42, 1-4.6-7 - Sl 28(29) - At 10, 34-38 - Lc 3, 15-16.21-22
Liturgia das Horas: 576 - 620 - 577
Oração das Horas: 265 - 764 266
"Eu vos batizei com água: ele, porém vos batizará no Espírito Santo"
O Espírito que foi derramado no dia do nosso batismo, arde em nós e nos aquece, tornando-nos capazes de assumir todas as esperanças humanas.
Festa do Batismo do Senhor: dia em que a autoridade divina da missão do Verbo Encarnado foi declarada pelo Pai, consagrada pelo Espírito e atestada por João Batista. O batismo nos mergulha no mundo e nos faz irmãos de cada ser humano e nos convoca a lutar por uma humanidade melhor e por uma sociedade mais justa e fraterna, sempre cheio de esperança para criar um mundo sempre melhor.
Evangelho (Lucas 3,15-16.21-22)
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.
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"Nunca me agradou pensar que a misericórdia de Deus se limite aos confins da Igreja visível. Deus é a verdade. Quem procura a verdade, quer saiba ou não, procura Deus"
(Edith Stein)
SANTO DO DIA
Beato Gonçalo de Amarante, confessor, +1262
São Gonçalo é o santo português que, sobretudo no Norte de Portugal, goza da maior devoção, logo depois de Santo António de Lisboa. Na sua História Eclesiástica de Portugal, o Padre Miguel de Oliveira diz apenas o seguinte: «S. Gonçalo de Amarante que se supõe falecido a 10 de Janeiro de 1259; o seu culto foi permitido pelo Papa Júlio III (24 de Abril de 1551) e confirmado por Pio IV (1561); Clemente X estendeu o ofício e a Missa a toda a Ordem dominicana (1671)».
Terá sido São Gonçalo uma invenção posta ao serviço de uma qualquer ideia ou propósito, ou podemos perceber o percurso da sua devoção ou do seu culto? O mais antigo documento que se refere a São Gonçalo, é um testamento de 18 de Maio de 1279 em que uma tal Maria Johannis lega os seus bens à Igreja de São Gonçalo de Amarante. Quer dizer, uns 20 anos depois da morte de São Gonçalo existia uma igreja dita «de São Gonçalo de Amarante». E há outros documentos... e escritos sobre a figura de São Gonçalo e o seu culto.
Na biografia oficial de São Gonçalo, apresentada como tal a partir do Flos Sanctorum de 1513, não há dúvidas: Gonçalo, nasceu em Tagilde, estudou rudimentos com um devoto sacerdote e frequentou depois a escola arqui-episcopal de Braga. Ordenado sacerdote foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. Depois foi a Roma e Jerusalém; no seu regresso vendo-se desapossado do seu benefício prosseguiu um caminho de busca interior já anteriormente encetado, depois foi a experiência da vida eremítica, a pregação popular..., e logo caiu na ambiência mendicante da época, após o que se faria dominicano...
As coisas não são assim tão lineares. De qualquer modo, tenha sido padre diocesano, cónego de Santa Maria em Guimarães, beneditino ou dominicano, tenha - quase por certo - passado de uma a outra condição, nenhuma destas hipóteses esbate a riqueza e o vigor da sua figura.
cf. ARLINDO DE MAGALHÃES, São Gonçalo, História ou lenda



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