
III Domingo do Saltério (in Laudes)
Este hino ao Senhor Rei talvez tenha sido composto no Século X a C, quando Israel começava a ter a experiência da monarquia. O estilo rápido e sonoro, com suas repetições ofegantes, sua passagem precipitada da terceira para a segunda pessoa, suas figuras brilhantes e atrevidas fazem deste pequeno poema uma obra de mestre. Aqui se celebra a vitória de Yahweh sobre as forças primeiras do caos e a consolidação de seu poder régio sobre os céus e a terra, quando Deus é colocado em seu trono, para reinar, com poder e majestade, pelos séculos eternos. A aventura monárquica termina com a catástrofe nacional do exílio, quando o Senhor se irritou contra Jerusalém e contra Judá, até rejeitá-los de sua face (2 R 24,20). Todavia, Deus não rejeita o seu povo para sempre. O salmista, enquanto roga a Deus que se levante contra os maus que oprimem o povo simples, proclama felizes os que sofrem perseverantes, porque Deus irá restaurar a justiça entre os homens, quando dará o trono de David ao “Filho do Altíssimo” (Lc 1,32-33).
MARIA IGNEZ VELOSO, OCDS
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