A Espiritualidade de Santo André Corsini Bispo OCD 9 de janeiro

Santo André Corsini, rezava todos os dias, além do ofício divino, os sete salmos penitenciais e as orações dos santos, disciplinando- se em sua continuação. Sua abstinência foi perpétua e sua comida, apesar de pouca, era frequentemente partilhada com os pobres. Professava particular e filial devoção à Virgem Maria, reconhecia que Ela o tinha salvado da corrupção do mundo sedutor e que devia tudo a sua Proteção Maternal. Verdadeiro "Mensageiro e Anjo de Deus", como disse seu primeiro biógrafo, um defensor da paz em Florença e Bolonha, um trabalhador incansável pela salvação das almas. Sempre soube combinar a sua caridade e benevolência, com zelo incansável pela santificação do clero. Foi a força dos justos com a ternura de um pai. Assim, foi capaz de ver introduzidas na sua diocese uma florescente reforma. Tudo, graças a um enorme trabalho pastoral, uma vida regular de oração e de uma forma mais austera do que o comumente se vivia no claustro. Ele sempre foi uma estrela guia e pregador incansável a revelar os erros e vaidades do mundo. Seu discurso atingia os corações e muitos vinham de longe para ouví-lo. Este santo é um dos mais dedicados filhos do Carmelo, proposto pelo Papa Urbano VIII, ao canonizá-lo, como um modelo para bispos e superiores. Amante da sua Ordem, cujo hábito nunca deixou de vestir, mesmo como bispo, para indicar que ele queria viver e morrer como um autêntico religioso carmelita.
Sua mensagem para os dias de hoje
que nos convertamos de lobos para cordeiros.. que pratiquemos a virtude da humildade. que vivamos o amor com os pobres. que o zelo pelo reino de Deus abrase nossos corações.
Florença (vista da cidade) onde Santo André Corsini é padroeiro
Reflexões Santo André Corsine, não achando tempo necessário para rezar de dia, tomava as noites, passando-as em colóquios amorosos com Deus. O mundo chama isto extravagância, senão mania religiosa. Mania, a seu ver, não é passar as noites no jogo, nos bailes e divertimentos e perder tempo com futilidades e na ociosidade? O conceito que Deus fará dos Santos e dos filhos do mundo não poderá ser duvidoso. “Meu Deus e Senhor – exclama São Lourenço Justiniano – quanto tempo de minha vida passou sem eu ter tirado proveito de Vossa Presença! Que direi no dia do juízo? Como poderei levantar os olhos a vós, Senhor da minha vida, quando exigires conta dos dias da minha existência?” Assim falava um Santo, seriamente preocupado com a responsabilidade que tinha perante Deus do uso que fez do tempo.
- Que uso fazes do tempo, que Deus te deu ?
Lembra-te que deves dar conta a Deus da tua administração.
Achando-se doente, Santo André recusou os remédios que se lhe ofereciam, para diminuir-lhe o sofrimento. Deus não exige de ti este sacrifício. O uso de remédios é lícito. Lícito é o recurso a medicamentos, que trazem alívio a dor. É inegável porém, que Deus nos manda doenças e dores para beneficiar a alma. Para muitos uma doença é um bem extraordinário. Nos sofrimentos se lembram de Deus e fazem penitências. “A doença do corpo é saúde para a alma”, diz São Gregório. “Muitos há, diz Santo Agostinho, que, achando-se doentes, não pensam em impurezas, enquanto que gozando saúde, são escravos da luxúria”. -- Se Deus te mandar uma doença, aceita-a humildemente e entrega-te cegamente a sua Providência, consolo e conforto encontrarás.. .
Referência bibliográfica: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico |
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