terça-feira, 24 de março de 2015

REFLEXÕES NOS DIAS QUE ANTECEDEM OS 500 ANOS DE NASCIMENTO DE SANTA TERESA SOBRE SANTA TERESA, PAPA, IGREJA, RELIGIOSOS ALEGRIA E FOFOCA


Frei Mariano Júnior, ocd
O presente artigo foi escrito por frei Mariano Júnior após meditar a reportagem no site: http://www.zenit.org/portuguese/doacao.html
acessado em 24/03/2015

O que tem a ver Santa Teresa, o Papa, a Igreja, religiosos, alegria -fofoca? Tem nada a ver, mas ao mesmo tempo tem tudo a ver. Pode existir um santo triste? Houve que dissesse que um santo triste é um triste santo. A brincadeira, ainda que em forma de ironia, parece ser características dos santos. Ainda que nem todos tivessem acesso aos clássicos ou conhecesse adágios como ridendo mores castigat.

SANTA TERESA. Quem não se lembra da anedota de Teresa quando, depois de levar um tombo, ao ver o menino Jesus exclamou: “por isso tem poucos amigos”. Jesus permitiu que Teresa caísse, por isso ela retruca dizendo que ele tinha poucos amigos, Ele que em seu evangelho diz ser o Mestre e convida aos seus discípulos a estarem unidos a Ele. Tal Mestre, tal discípulos.

Teresa queria ser amiga de Deus. Sentia-se atraía a ser amiga de Deus. Amiga forte, amiga em tempos difíceis. Estava determinada. A determinada determinação de que tanto fala. E pela graça de Deus, caminhando sempre na fé – ainda que às escuras - por isso entregando-se totalmente a vontade de Deus que se manifesta pela mediação de seus confessores /superiores, custe o que custar, deu-se inteiramente a Ele.  Por isso, tornou-se a Teresa de Jesus. E teve a graça de saber- em suas visões ou alucinações- que Ele era o ‘Jesus de Teresa’. Encontrou dificuldades. Sofreu calúnias ‘a andariega’, mas, pela graça de Deus, naqueles tempos difíceis (tempo de Lutero, de guerras religiosas e novo mundo) conseguiu morrer ‘filha da Igreja’.

Pena que Teresa ficou conhecida mais pelas suas ‘graças místicas’ do que ‘discípula’ de Jesus.  Quando se fala em místico, o acento cai, sobretudo, nos fenômenos extraordinários ou sobrenaturais. É verdade que ‘não somos anjos’ e que precisamos de consolações sensíveis para expressar a nossa fé. Mas o mais importante não são tais fenômenos. Aliás, eles podem muitas vezes atrapalhar a caminhada espiritual. Lembremos que o discípulo é aquele que está sempre a caminho seguindo as pegadas do Mestre.  Deter-se nos fenômenos – ainda que pareçam vir de Deus – e atrasar o passo. Teresa dirá que tais fenômenos ou graças mística servem para ‘dar forças’ para agir, tomar decisões, obrar. ‘Obras quer o Senhor’, escreverá no livro onde expressa sua maturidade espiritual (VII moradas). Tinha consciência de que ‘nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas o que FAZ a vontade do Pai. ‘Fazer a vontade do Pai’, é o que pedimos na oração do Pai-nosso. E para isso é preciso está unido ao Filho. Ele que se encontra no mais profundo da pessoa, como um diamante, ainda que o vaso que O traz esteja lambuzado de breu.

Místico, pois, é todo aquele que tem consciência do Diamante que traz dentro de si e se esforça para apresenta-lo aos outros. Caminhar na Verdade, verdade que traz em si, verdade que se manifesta onde ‘dois ou três estiverem unidos em Seu nome’. Mesmo com ausência de fenômenos extraordinários, é místico aquele que vive pelo Mistério.

A Escola Carmelitana, pelo menos nos seus expoentes Teresa e João da Cruz, orienta a igreja da seguinte maneira: o que conta não são os fenômenos extraordinários mas o ‘exercício das virtudes teologais’, a saber, a vivência da fé, da esperança e da caridade.  Deus pode manifestar através de fenômenos extraordinários? Pode. Afinal Ele pode tudo. Do nada, professamos, Ele criou todo o universo. Logo, Ele pode manifestar da maneira em que bem entender. Mas no que diz respeito à nossa salvação, à orientação à nossa vida, a vida dos seguidores de Cristo, tudo o que Deus havia de comunicar à sua Igreja, Deus a comunicou por seu Filho Jesus. Por isso, no que diz respeito a fenômenos (visões, locuções  interiores, vozes...) devem ser ignoradas, ou quanto muito partilhadas com o orientador ou diretor espiritual. Pautar a nossa vida em cima de fenômenos extraordinários/paranormais é caminhar por trilhas perigosas. Delas deve-se fazer pouco caso, nos ensina João da Cruz. E Teresa orientará a não agir conforme sugestões de tais fenômenos sem antes conversar com o Confessor, pois essa era a vontade de Deus.

O PAPA. Nesses dias, mais precisamente no dia 21, um fenômeno extraordinário aconteceu com o Papa Francisco, segundo notícias de um site católico – Zenit. O famoso ‘milagre de São Januário (ou Genaro), muito apreciado pelos italianos ou  descendente de italianos. É o famoso milagre da hóstia que se transforma em sangue duas ou três vezes por ano. Dessa vez aconteceu na visita do Papa a Nápoles. Que fez o bispo de Roma?  Como a hóstia se dissolveu apenas a metade, comentou o papa: ‘Ele está contente com nós pela metade, por isso devemos continuar seguindo em frente’. Como que dissesse: não paremos aí, vamos continuar o nosso trabalho de peregrino neste mundo.
Houve que dissesse no século XIX, que as aparições de Nossa Senhora da Conceição, viera para confirmar o Dogma da Imaculada Conceição e da Infabilidade Papal. Necessário seria tal aparição? Pode uma aparição confirmar alguma coisa? Necessidade há de ‘confirmações’? Não bastaria a Fé que nos foi transmitida e o exercício das outras duas virtudes teologais, ou seja, a Esperança e a Caridade?  Não esqueçamos que a Tradição nos ensina que Ele é o mesmo ontem , hoje e sempre’ e que sempre esteve com o seu povo, que falou pelos profetas e ‘nos últimos tempos falou pelo seu Verbo que se encarnou no seio da Virgem Maria; Ele que, em seus dias terrenos, prometeu não nos deixar órfãos e que o ‘advogado’ nos acompanharia até a vinda gloriosa de seu Reino.

A IGREJA. Em sua fala, nesta também em Nápoles, o Papa se centra no tripé, que direciona sua vida, e convida a igreja toda a seguir: “Colocar Jesus no centro; amar sua mãe, pois ela nos ajuda a fazer a vontade de Jesus; e sair em missão (isto é, viver para os outros)”. Todas as suas falas, e também os seus escritos, (principalmente a Alegria de Evangelizar),são convites para colocar-se na escuta da Palavra de Deus e fazer tudo o que Ele nos pedir. Nos lembra que ‘quem quiser salvar a sua vida, vai perde-la, mas quem perder a sua vida por causa de mim, vai salvá-la’. Por isso o bispo de Roma quer uma igreja não enferma, uma igreja que esteja sempre em saída, uma igreja missionária. Entende que o clericalismo é uma doença, uma enfermidade que leva a morte. Para o papa, uma igreja que vive para si é uma igreja doente, que precisa ser ‘arejada’, no linguajar de João XXIII.

OS RELIGIOSOS. Se é verdade que os padres foram instituídos para estar na frente da comunidade de fé, que receberam o mandato de ‘ensinar, reger e governar’ servindo o povo de Deus, pode-se dizer que eles – inclui também os religiosos - são a nata da igreja, aqueles que foram chamados por Deus  a deixar tudo para radicalizar o seguimento de Cristo fazendo-se servos no Servo. Deles, pois, se esperam mais. Por isso as constantes admoestações do bispo de Roma aos presbíteros; admoestações que desconcertam alguns e dão esperanças a outros. Exorta-os a ser ‘pastor com cheiro de ovelhas’, pois tem consciência de que as ovelhas muitas vezes conhecem o caminho (sensos fidei) e que, algumas vezes o pastor tem a aprender com as ovelhas.

Numa sociedade onde as decisões são na maioria das vezes motivadas pelo econômico, alguém que opta a levar uma vida simples chama a atenção. Por isso sonha o bispo de Roma em ver uma Igreja pobre para os pobres. E para isso os líderes da Igreja devem dar o exemplo. Pede o Papa Francisco algumas vezes com certa dose de ironia, como em Nápoles, onde contou a história de uma religiosa, “uma grande religiosa, uma boa mulher, que fazia bem o seu trabalho de tesoureira em um importante colégio”, mas que tinha o coração tão “apegado ao dinheiro”, que selecionava as pessoas em base à renda: “Esse eu gosto porque tem mais dinheiro”. “Esta mulher inteligente, que fez importantes edifícios, morreu na humilhação: em uma sala diante dos professores enquanto tomava um café, teve uma síncope e caiu”. "Davam-lhe tapas para voltar em si e não voltava” – disse Bergoglio - "E uma professora disse: coloque uma nota de 100 pesos na cara e veja o que acontece... Não aconteceu nada. A coitadinha estava morta, mas esta foi a última palavra que disseram quando ainda não se sabia se estava morta”.

Faz lembrar Santa Teresa, em um de seus livros, onde querendo ensinar suas irmãs a seguir Jesus Cristo (livro Caminho de Perfeição) escreve dizendo que ‘vida cômoda e seguimento de Jesus Cristo não combina’.  Portanto quem quiser radicalizar o seguimento de Jesus, deve se esforçar para levar uma vida sóbria, sem supérfluos. E para isso, conseguiu convencer algumas pessoas e fundou o chamado Convento São José, o primeiro de uma série dos que mais tarde será conhecido pelo nome de Ordem dos Carmelitas Descalços.

Entendia ela, assim como parece compreender bem o Papa que o testemunho de Jesus Cristo se dá por ‘palavras e ações’. De nada adianta se as palavras são bonitas, mas estão divorciadas das ações, da vida. Numa sociedade em que se vive de aparência (Marketing) a Igreja é chamada a viver na verdade, que é Cristo. A verdade por si mesma é bela. Assim, pois, a Igreja, reflexo da Verdade, deve encantar pela beleza. Não a beleza do mundo, que traz em si o luxo (muitas vezes também a luxúria), suntuosidade e avareza. Para o bispo de Roma, a Igreja deve estar no mundo, mas não deve ser do mundo. Por isso o esforço para ser transparente e caminhar na verdade, pois na verdade não existem máscaras ou maquiagem. Por isso lembra – também em Nápolis no passado dia 21, que quando se encontra um sacerdote que se deixa levar pela avareza, ‘é feio, diz o papa, ‘muito feio’. É feio quando “um sacerdote é avaro e entra nos negócios”, é feio quando, por causa do dinheiro, acontecem escândalos na Igreja e acaba a liberdade. Quando se ouvem essas frases: “Eu deveria puxar a orelha dessa pessoa, mas já que é um grande benfeitor e os grandes benfeitores fazem o que querem na vida, não tenho a liberdade de dizer-lhe a verdade”. Lembra o papa que o ‘sacerdote pode ter suas economias, mas não deve ter o coração lá’. É a tentação do mundanismo, que Jesus não queria.

ALEGRIA E FOFOCA. Acima dissemos que difícil é encontrar um santo triste. Para quem tem Deus no coração, tem a eterna alegria, ainda que não isenta de dores. O bispo de Roma, que veio da ‘periferia do mundo para ocupar o lugar na Cidade Eterna’ tem sofrido críticas de alguns que o tem por ‘adulador’, bonachão. Está sempre rindo. Tem consciência da oposição que lhe fazem. Mas continua adiante com a reforma da cúria e da Igreja. Tem consciência também que nada pode sozinho, mas conta com a ajuda da ‘força que vem do alto’ que impulsiona a outros também a trabalhar pela reforma. Sabe que, na visão de uma igreja piramidal, onde o poder se dá de forma hierárquica e não colegial, a fofoca corre à solta. Sabe que, no mundo, se se quer fazer carreira, não se pode dizer tudo que pensa ou acredita. Quem está no mundo e quer fazer carreira no mundo, tem que cuidar com o que diz para ‘não ficar queimado’, pois uma vez ‘queimado’ já não pode alcançar o lugar superior na hierarquia. Parece ter consciência o papa que, numa visão de piramidal de Igreja, onde a Igreja faz concorrência com o mundo, a fofoca corre a solta. Por isso exorta em sua pregação – como também fez em Nápolis, falando do ‘terrorismo da fofoca’: “Quem fofoca – disse – é igual a um terrorista que lança uma bomba, destrói tudo enquanto ele está fora”. E lamenta acrescentando:  “Se pelo mesmo [o fofoqueiro] fosse um camicase...".

Faz lembrar Santa Teresa, que em um de seus escritos, dando testemunho da própria vida, fala que, onde quer que estivesse não admitia que se falasse mal de qualquer irmã quando esta não estava presente para ao menos se defender. E se por acaso fosse obrigado a ouvir falas más da irmã ausente, colocava-se como advogada daquela irmã. Com isso, pois, a santa de Ávila evitava a fofoca e lembrava que no Carmelo, como pede a Regra, há momentos fortes de silencio e momentos fortes de recreio.

CONCLUSÃO:

Bendito sejais, Senhor, pela vida de seus santos e santas. Bendito sejais pela vida de Santa Teresa. Bendito sois Vós para sempre.


*ARTIGO DO ZENIT:

E o sangue de São Januário se liquefez nas mãos do Papa Francisco...
O milagre, nunca acontecido com um Papa, ocorreu no último sábado na Catedral no encontro com o clero, no qual o Pontífice advertiu sobre as tentações de especulação, mundanismo e fofocas terroristas
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, 23 de Março de 2015 (Zenit.org) - A história vai se lembrar deste momento durante séculos: pela primeira vez, o sangue de São Januário se liquefez nas mãos de um Papa durante a visita à Catedral de Nápoles. O milagre, que ocorre somente três vezes por ano, aconteceu na tarde deste último sábado, 21, com o Papa Francisco, por ocasião do seu encontro com o clero diocesano.
No final de seu discurso – longo, apaixonado, todo improvisado – o Pontífice pegou a ampola do padroeiro de Nápoles e, depois de ter recitado a oração ritual e tê-la beijado, passou-a para o arcebispo Crescenzio Sepe que, verificando-a, anunciou aos mais de mil fiéis na Catedral que "o sangue estava metade dissolvido".
Isso nunca tinha acontecido na história, nem em visitas anteriores dos Papas: nem com Pio IX, em 1848, nem com João Paulo II, em 1990, nem com o Papa Bento XVI, em 2007. Hoje, porém, sim, - disse Sepe – “se v~e que o nosso Santo gosta do Papa”.
O sangue, no entanto, estava dissolvido pela metade. O processo de liquefação se completou instantes depois. Evidentemente, brincou Bergoglio, "se só está dissolvido pela metade quer dizer que temos que seguir em frente e fazer melhor. O santo nos ama pela metade”.
Os fiéis saíram da catedral satisfeitos e felizes, clamando o milagre. Ainda mais alegres, porém, eram os quase 500 religiosos e consagrados reunidos na Catedral. Especialmente as freiras de clausura que, bem antenadas para cumprimentar o Bispo de Roma, criaram interlúdios agradáveis.
Especialmente aquele de algumas passionistas que, enquanto o cardeal Sepe pronunciava o seu discurso, se ‘jogaram’ em direção ao Pontífice com entusiasmo irreprimível para dar-lhe um presente. Enquanto rodeavam um Francisco, entre preocupado e divertido, o prelado tentava detê-las gritando: “Basta irmãs! O que estão fazendo? Agora vão comê-lo... E felizmente que estas são as de clausura. Imaginemos as outras!".
Cenas de alegria simples. Todo o encontro, além disso, foi realizado em tom informal, com o Papa que destruiu o discurso pré-estabelecido (“porque os discursos são chatos...”), e, sentado na cadeira por causa do cansaço, deu 3-4 diretas ao seu rebanho napolitano à espera de receber uma palavra do próprio Pastor.
Francisco, em seguida, repropôs, por meio de anedotas vivência em primeira pessoa, alguns dos seus maiores obstáculos para mostrar os testemunhos e os anti-testemunhos que sacerdotes, irmãs, religiosos e religiosas podem dar ao povo de Deus.
Portanto, “colocar Jesus no centro", e amar a sua Mãe Maria, buscando-a e rezando porque Ela “nos mostra em todos os momentos o Filho". Ou também a alegria que deve caracterizar cada consagrado, porque "os consagrados tristes têm algo errado. Devem ir a um amigo ou um bom conselheiro espiritual". E também o zelo missionário, como aquela freira de 90 anos de idade que lhe pediu a benção in articulo mortis porque tinha que ir ao redor do mundo para fundar mosteiros.
Mas, acima de tudo o que é necessário para os religiosos – destacou o Pontífice – é “o espírito de pobreza”. Caso contrário se acaba como uma outra irmã: “uma grande religiosa, uma boa mulher, que fazia bem o seu trabalho de tesoureira em um importante colégio”, mas que tinha o coração tão “apegado ao dinheiro”, que selecionava as pessoas em base à renda: “Esse eu gosto porque tem mais dinheiro”.
Esta mulher inteligente, que fez importantes edifícios, morreu na humilhação: em uma sala diante dos professores enquanto tomava um café, teve uma síncope e caiu". "Davam-lhe tapas para voltar em si e não voltava” – disse Bergoglio - "E uma professora disse: coloque uma nota de 100 pesos na cara e veja o que acontece... A coitadinha estava morta, mas esta foi a última palavra que disseram quando ainda não se sabia se estava morta”.
Em suma, um exemplo de “mau testemunho". Que é o acontece “quando na Igreja entra a especulação”, advertiu o Papa. Isso é “feio”: é feio quando “um sacerdote é avaro e entra nos negócios”, é feio quando, por causa do dinheiro, acontecem escândalos na Igreja e acaba a liberdade. Quando se ouvem essas frases: “Eu deveria puxar a orelha dessa pessoa, mas já que é um grande benfeitor e os grandes benfeitores fazem o que querem na vida, não tenho a liberdade de dizer-lhe a verdade”.
"Um sacerdote pode ter suas economias, mas não deve ter o coração lá", disse o pontífice. E, voltando-se sempre para os sacerdotes, alertou contra a tentação perigosa do "mundanismo", do "viver com o espírito do mundo, que Jesus não queria". Mas também o excesso de "comodidade” é um risco, que se vê em coisas triviais como estar muito tempo na frente da tv. Como aquelas 'excelentes freiras’ de um colégio na Argentina que, reestruturando a sua casa, tinham colocado em cada quarto uma televisão. “E na hora da novela você não achava uma freira sequer pela escola!”.
"Estas são as coisas que nos levam ao espírito do mundo", comentou Francisco. E o espírito do mundo, se sabe, leva para longe de Cristo. Atenção, portanto, especialmente os seminaristas devem estar alertas. A eles o Santo Padre dirigiu uma recomendação específica: “Se vocês não tiverem Jesus no Centro, adiem a ordenação. Esperem alguns anos, pensem melhor...”.
A todos, finalmente, denunciou o que ele define o “terrorismo das fofocas”. Porque “quem fofoca – disse – é igual a um terrorista que lança uma bomba, destrói tudo enquanto ele está fora. Se pelo mesmo fosse um camicase...".


Fonte: http://www.zenit.org/portuguese/doacao.html  acessado em 24/03/2015

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